Satiagraha: arquivos indicam grampos a parlamentares

Peritos da Polícia Federal identificaram em dois pen drives de uso pessoal do delegado Protógenes Queiroz arquivos ilustrados com 27 fotografias de ?autoridades do governo federal, deputados e alvos da Operação Satiagraha?. Os registros do delegado indicam que essas autoridades podem ter caído no grampo telefônico - provavelmente de forma involuntária porque mantiveram contatos com investigados.A informação consta do Relatório de Análise de Mídias, na página 19, que a PF preparou exclusivamente com base no conteúdo dos pen drives de Protógenes, apreendidos em novembro por ordem judicial. O delegado armazenou as informações sobre parlamentares e integrantes da administração federal em pastas intituladas pela senha ?Brasil?, inseridas no capítulo ?dados para a vigilância?. Também há menção a ?áudios interceptados? de suspeitos em contato com autoridades, jornalistas e advogados.Na página 5 do relatório os peritos reproduziram uma tela capturada em um pen drive de 2 gigabytes de Protógenes com cinco arquivos que indicam que o grampo pode ter pego o ministro Geddel Vieira Lima, da Integração Nacional, o senador Heráclito Fortes (DEM-PI), o advogado Luiz Eduardo Greenhalgh, ex-deputado e fundador do PT, e o advogado Nélio Machado, que dirige o núcleo de defesa do chefe do Opportunity. Os arquivos são assim denominados: ?Áudio Satiagraha Guilherme x D. Dantas?, ?Áudio Satiagraha x Luiz Eduardo?, ?Áudio Satiagraha Guilherme x Min. Geddel?, ?Áudio Satiagraha Guilherme x Sen. Heráclito Fortes? e ?Áudio Satiagraha Nélio Machado?.A PF está fazendo a transcrição dos diálogos. Após concluir essa etapa da investigação, vai encaminhar os dados às autoridades citadas para as medidas que considerarem cabíveis. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.