Satélite brasileiro completa 8 anos no espaço

O primeiro equipamento de tecnologia espacial brasileiro a entrar em órbita, o Satélite de Coleta de Dados-1 (SCD-1), completa neste dia 9 seu oitavo ano no espaço. O projeto inicial previa a vida útil do aparelho para apenas um ano, mas sua colocação precisa em torno da Terra e o bom funcionamento de seus componentes elevou sua vida útil. Uma marca histórica para um satélite considerado de pequeno porte, com peso aproximado de 100 quilos. O SCD-1 foi produzido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e recolhe informações ambientais de diversos pontos do País que são usados tanto na meteorologia para no monitoramento de represas. O satélite foi lançado em 1993 pelo foguete norte-americano Pegasus, a partir do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, Estados Unidos. O chefe do Centro de Controle e Rastreio (CRC) do instituto, Pawel Rozenfeld, informou que o comportamento do satélite está estável nos últimos anos. O monitoramento do aparelho mostra que essa situação manterá o SCD-1 operacional por um tempo maior.A missão de coleta de dados ambientais, hídricos e meteorológicos do SCD-1 tem desde 1998 o complemento das informações do SCD-2, que se encontra numa órbita complementar. Desde 1999, entrou o satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres (CBERS), produzido e lançado com a China. Nos últimos oito anos, o Brasil também perdeu três satélites. Os dois Satélites de Aplicação Científica (Saci) e o SCD-2 A nunca chegaram a funcionar. Dois deles foram destruídos nos lançamentos fracassados do Veículo Lançador de Satélite (VLS).

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