Sarney, Serra e Alckmin lamentam morte de Alencar

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), e o ex-governador José Serra (PSDB) lamentaram hoje a morte do ex-vice-presidente e ex-senador por Minas Gerais José Alencar.

ANDREA JUBÉ VIANNA, Agência Estado

29 de março de 2011 | 17h05

A morte de Alencar acabou esvaziando a sessão solene do Senado que homenagearia os dez anos de falecimento do ex-governador de São Paulo Mário Covas. O evento levou para Brasília lideranças tucanas como Alckmin e Serra. Após breves homenagens ao fundador do PSDB, a sessão foi encerrada e os senadores se revezaram na tribuna para homenagear José Alencar e prestar condolências à família.

"Perdemos um grande brasileiro, um grande político, um gladiador pela vida, um homem que tinha coragem de discordar, concordar, de ser solidário", declarou Sarney. "Ele deixa o seu exemplo pessoal, a sua correção, a maneira com que ele enfrentou a doença, com que lutou pela vida, com que soube sofrer, isso tudo é sem dúvida uma lembrança que o povo brasileiro jamais vai esquecer", concluiu.

O governador Geraldo Alckmin lamentou a morte do ex-vice em nome do governo e do povo de São Paulo, afirmando que o mineiro foi um "homem público exemplar e empreendedor apaixonado pelo Brasil e pelo povo brasileiro. Uma figura humana cativante, um homem de fé, de superação, que tinha um enorme amor à vida".

O ex-governador e candidato derrotado à Presidência José Serra afirmou que Alencar era "exemplo de um homem cordial, mesmo dentro dos conflitos políticos. Um homem de grande coragem pessoal e um batalhador". Serra lembrou que Alencar foi um grande empresário, que construiu um parque manufatureiro na área têxtil, gerando milhares de empregos e contribuindo para o desenvolvimento do Brasil. Para Serra, Alencar foi um homem que enfrentou como ninguém as adversidades da vida, com muita valentia e coragem.

Defesa

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou, em nota, que o "amor pela vida" e o "espírito de luta" do ex-presidente servirão, hoje e sempre, como um exemplo singular para todos os brasileiros". Jobim lembra que Alencar ocupou o comando da Defesa por quase dois anos.

"Sua passagem pela Defesa foi fundamental para tranquilizar um setor que se encontrava imerso numa crise em razão da deterioração, à época, da relação civil-militar. Seu esforço apaziguador e sua habilidade política de mineiro prepararam o terreno sobre o qual se alicerçaram as bases para a modernização da nova Defesa do Brasil", destacou na nota. O ministro da Defesa ainda se referiu a Alencar como "homem público íntegro e confiante no presente e futuro de seu País".

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