Sarney responde a Virgílio e diz que tomou providências

Do plenário, o líder tucano criticou a maneira como Sarney vem administrando a crise criada com denúncias

Agência Estado,

22 de junho de 2009 | 18h52

O presidente do Senado, senador José Sarney (PMDB-AP), reafirmou, no plenário do Senado, que já tomou todas as providências para acabar com as irregularidades na Casa e punir os culpados. Voltou a dizer que, logo que surgiram as denúncias contra o então diretor-geral do senado, Agaciel Maia, o exonerou "imediatamente" do cargo e fez o mesmo em relação ao então diretor de Recursos Humanos da Casa, João Carlos Zoghbi.

 

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As declarações foram uma resposta às críticas feitas pelo líder do PSDB, senador Arthur Virgílio (AM), à maneira como Sarney vem administrando a crise criada com as denúncias de irregularidades atribuídas a Agaciel e Zoghbi. Sarney disse que, no caso de Zoghbi, mandou abrir "um inquérito policial na polícia do Senado", com assistência de um procurador da República, e que a apuração foi concluída "em tempo recorde e mandada ao Ministério Público, onde o inquérito já está correndo."

 

Sarney disse que mandou abrir comissão de sindicância também em relação à denúncia de um servidor que afirmou ter recebido ordens para não publicar alguns atos. "Achei que isso parecia doloso. E imediatamente mandei abrir uma comissão de sindicância, que hoje de manhã já começou a trabalhar, com um procurador da República e um auditor do Tribunal de Contas da União (TCU)."

 

Disse também que encomendou ao TCU um levantamento de todos os contratos de servidores e das folhas de pagamento do Senado e que mandou criar o "Portal da Transparência", que deverá ser colocado no ar amanhã, e que já está no portal do Senado o "Siga Brasil", que amanhã deverá publicar, segundo ele, as informações relativas ao orçamento e às despesas da Casa.

 

Sarney defendeu Roseana Sarney, sua filha, ex-senadora e atual governadora do Maranhão, da acusação de supostamente usar como mordomo um funcionário do Senado chamado Amauri Machado, apelidado de "Secreta", que seria usado por ela como mordomo em casa. "O Senado nunca teve nenhum mordomo. A senadora Roseana não tem mordomo. Amauri é chofer do Senado há 25 anos. Nunca teve nenhuma coisa dessa natureza", afirmou Sarney.

 

Ele concluiu admitindo que "a parte relativa à administração" do Senado "realmente tem defeitos, tem vulnerabilidades imensas", e afirmando que está "procurando corrigir e identificar, para que o Senado possa ter uma posição muito melhor."

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