Sarney recua e diz que pedirá exoneração de ex da neta

  Bernardes, com o celular na boca, próximo a Sarney durante o casamento da filha de Agaciel Maia  

ROSA COSTA E LEANDRO COLON, Agencia Estado

27 de agosto de 2009 | 20h46

 

A nomeação do jovem Henrique Dias Bernardes voltou a causar embaraços ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).

 

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Depois de a diretoria-geral da Casa anunciar nesta quinta-feira, 27, a legalização do ato secreto que nomeou Bernardes, Sarney (PMDB-AP) decidiu recuar. Pressionado, avisou que vai pedir a exoneração do jovem.

 

Bernardes foi nomeado em abril do ano passado, quando era namorado de uma neta de Sarney, Maria Beatriz. O nome dele aparecia entre os 20 atos secretos - referentes a nomeações - divulgados nesta quinta-feira pela diretoria-geral em uma nova lista de "legalizados".

 

Com as outras 19 medidas convalidadas, quase metade dos 511 atos secretos identificados em junho já foi legalizada, incluindo outros 45 de nomeações e 80 que deram gratificações a servidores. O que sobrou tem pouca relevância: trata de exonerações e comissões de trabalho já extintas.

O boletim sigiloso que deu emprego a Henrique Bernardes foi publicado no dia 10 de abril de 2008. Lotado no serviço médico, ele era namorado de Maria Beatriz Sarney naquela época. Em 22 de julho passado, o jornal O Estado de S. Paulo publicou reportagem revelando diálogos captados pela Polícia Federal - com autorização da Justiça - em que o senador José Sarney negocia com o filho Fernando (pai de Beatriz) a nomeação de Bernardes.

Na ocasião, Bernardes disse que não sabia que fora nomeado por ato secreto e que chegou a afirmar que "era um privilégio para o Senado tê-lo no quadro de funcionários". O filho do presidente do Senado recorreu à Justiça e conseguiu, no dia 31 de julho, uma liminar para impedir o jornal O Estado de S. Paulo de continuar publicando informações sobre a investigação da PF.

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