Sarney reafirma ser contra a Venezuela no Mercosul

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), reafirmou hoje ser contrário à entrada da Venezuela no Mercosul. Na avaliação dele, o presidente venezuelano, Hugo Chávez, tem tomado atitudes que vão contra os princípios da democracia, e o Brasil, por essa razão, não deve aceitar o ingresso do país no bloco econômico. Sarney não citou exemplos de atitudes de Chávez que considera antidemocráticas.

CAROL PIRES, Agencia Estado

27 Outubro 2009 | 13h00

"Minha opinião é a mesma de sempre. Eu acho que a cláusula democrática que nós temos no Mercosul é definitiva, e o Brasil tem compromisso com ela. Acredito que o atual governo da Venezuela tem tomado algumas providências que são do desmoronamento da democracia e são contra os princípios democráticos", afirmou Sarney, ao chegar ao Senado.

O projeto de inclusão da Venezuela no bloco do Cone Sul será votado na quinta-feira pela Comissão de Relações Exteriores (CRE) do Senado. O relator do projeto, senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) elaborou parecer contrário, com a justificativa de que o governo venezuelano desrespeita a cláusula democrática que todos os integrantes do bloco devem obedecer para entrar e permanecer no bloco comercial.

Porém, o líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RR), produziu voto em separado defendendo a tese de que "quem está aderindo (ao Mercosul) não é o atual governo venezuelano, e sim a Venezuela, país vizinho com o qual o Brasil sempre manteve boas relações, hoje profundamente adensadas".

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