Sarney quer apuração para devolver 'moralidade' à Casa

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), assumiu hoje o compromisso de mandar apurar todas as denúncias de irregularidades no Senado e afirmou que irá devolver a "moralidade" da Casa. "Apure-se. Quem for responsável seja punido. Serei eu que estarei à frente para puni-lo", afirmou Sarney, em discurso na tribuna. Ele disse que vai levar a frente, "doa a que doer", o que ele e os outros parlamentares desejam, que é tornar o Senado uma casa respeitável. "Nós faremos tudo o que for necessário para (devolver) a moralidade do Senado."

NÉLIA MARQUEZ, Agencia Estado

16 de junho de 2009 | 17h57

Sarney lembrou que ele, como presidente da Casa, assim como todos os integrantes da Mesa Diretora, também é responsável pelas denúncias. "Todos nós somos responsáveis. Aprovamos os atos da Mesa. Todos aprovamos. Todos devemos agora ver o que está errado e corrigir o que está errado". O peemedebista é acusado de autorizar atos secretos na Mesa Diretora para uma série de contratações, inclusive de parentes, conforme reportagens publicadas pelo jornal O Estado de S.Paulo.

Ele fez também um relato sobre a criação da gráfica do Senado, "para publicar os atos da Casa como forma de preservar a independência do Congresso", e a posterior publicação dos atos oficiais na intranet. "A partir de 2001 passamos a colocar os atos oficiais na intranet. Cerca de 60 mil documentos transitam por ano. Foi por isso que todos esses atos entraram", disse.

Segundo Sarney, esta mudança ocorreu a partir de 2001. "Fui presidente (do Senado) em 1995. Não fui eu que mandei transformar os boletins de papel para a intranet". Ele ainda fez questão de ressaltar o papel do cargo de presidente do Senado. "Vim para exercer uma posição política", disse, lembrando que tinha participado pouco antes do pronunciamento de uma reunião com presidente do Congresso da França, Gérard Larcher.

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