Sarney pede Thomaz Bastos proteção para senador tucano

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), encaminhou hoje à tarde pedido ao ministro da Justiça, Marcio Thomaz Bastos para que seja assegurada proteção à família do senador Antero Paes de Barros (PSDB-MT), depois que o corpo de seu primo Luiz França Neto foi encontrado carbonizado em Cuiabá, hoje de manhã. A decisão foi anunciada na tarde desta quarta-feira, na sessão do plenário do Senado. Os partidos da oposição apresentaram requerimento para suspender a sessão e permitir que os senadores acompanhem o tucano e o líder do governo, Aloizio Mercadante (PT-SP), numa audiência com o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos.Para que isso seja possível, foi adiada a votação das duas medidas provisórias que tratam da regulamentação de investimentos no setor elétrico. Os senadores votarão apenas duas medidas provisórias. Autor do requimento propondo a criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre o caso Waldomiro, Paes de Barros voltou a dizer que não recebeu ameaças, mas informou que sua filha tem recebido telefonemas de orelhões em que os interlocutores não se identificam. Os senadores manifestaram, no plenário, apoio ao tucano e interpretaram o fato de o corpo do primo dele ter sido carbonizado como um possível recado do crime organizado. "Morte por carbonização é típico de esquadrão da morte", disse o líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM). "Crimes como este ocorrem por paixão, ódio ou por um recado", disse o senador Demóstenes Torres (PFL-GO), ex-procurador da República. Já o líder do PFL, José Agripino (RN), disse que o governo precisa tomar providências para impedir qualquer possibilidade de intimidação. "É preciso dar um basta a um processo de intimidação que possa estar em curso", afirmou.

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