Sarney nega desejo de continuar na presidência do Senado

O presidente do Senado conferiu ao PMDB todo o direito de escolher um nome para presidir a Casa

Rosa Costa, de O Estado de S.Paulo

19 de novembro de 2010 | 13h49

BRASÍLIA - O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), reiterou nesta sexta-feira, 19, que não está em campanha para reeleição no cargo. Sarney insistiu que agora trata-se de um fato consumado, ao contrário do que ocorreu há dois anos, quando só nos últimos dias ele assumiu sua candidatura para se eleger, pela terceira vez, presidente do Senado. "Não quero voltar à presidência. Das outras vezes, vocês me levaram a emparedar sobre essa declaração. Agora eu não vou cair na mesma", disse.

 

 

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Para o senador, não há dúvida de que seu partido tenha o direito de indicar o presidente do Senado. "O PMDB, como partido majoritário, tem o direito de indicar o presidente da Casa. A proporcionalidade está no nosso regimento e a mesa deve ter uma composição proporcional. Só estamos cumprindo o regimento", disse Sarney.

O presidente do Senado chamou de "total ficção" reportagem publicada hoje sobre o encontro que ele teria tido com o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), sobre o apoio do partido para que o ex-presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Cesar Asfor Rocha, venha a ser indicado pelo presidente Lula para a vaga do Supremo Tribunal Federal (STF). "Esse é um problema que não diz respeito ao Congresso e muito menos à Justiça", frisou, referindo-se ao fato de que Asfor seria o nome capaz, do STJ, de diminuir a abrangência da Lei da Ficha Limpa e, com isso, permitir que o peemedebista Jader Barbalho assuma o mandato no Senado para o qual foi eleito.

"O ministro Cesar, como também muitos outros nomes que há na magistratura brasileira, são excelentes nomes para ocupar a cadeira no Supremo Tribunal Federal. Essa é uma decisão que só o presidente Lula pode tomar", disse. Sarney acredita que será possível, ainda este ano, submeter o nome escolhido por Lula à sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e ao plenário do Senado.

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