Sarney não explica sigilo na exoneração do neto

Ao chegar hoje pela manhã ao Senado, o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), não explicou o motivo de a exoneração de seu neto João Fernando Michels Gonçalves Sarney do gabinete do senador Epitácio Cafeteira (PTB-MA), no ano passado, ter ocorrido por meio de um boletim secreto, conforme revela matéria publicada na edição de hoje do jornal O Estado de S.Paulo. Na época, em outubro de 2008, o Senado tentava atender a determinação da súmula contra o nepotismo do Supremo Tribunal Federal (STF).

ROSA COSTA, Agencia Estado

10 de junho de 2009 | 12h26

Sarney exibiu apenas o boletim do dia 1º de fevereiro de 2007, em que aparece a nomeação de João Fernando, de 22 anos. A iniciativa de publicar os atos sigilosos partiu da Primeira Secretaria do Senado, mas o presidente da Casa disse ter sido ele quem mandou publicar "todos os boletins que não foram publicados ao longo do tempo".

O presidente do Senado disse ainda que a nomeação do neto não passou por ele, tendo sido tratada exclusivamente por Cafeteira e pelo jovem. "Foi ele (Cafeteira) quem escolheu. Foi ele quem nomeou. E o que posso afirmar é que eu não pedi a ele a nomeação do meu neto para participar do seu gabinete. Vocês podem perguntar a ele se é verdade ou não", disse. João Fernando trabalhou como secretário parlamentar de 1º de fevereiro de 2007 a 3 de outubro do ano passado no gabinete de Cafeteira. O cargo dava direito ao jovem, que está prestes a concluir o curso de Administração, a um salário mensal de R$ 7,6 mil.

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