Ed Ferreira/AE
Ed Ferreira/AE

Sarney é o candidato do governo ao Senado e blocão é factoide, afirma Pedro Simon

De acordo com parlamentar gaúcho,'o PMDB considera que o Senado não se discute. Há quatro anos o partido é majoritário'

Rodrigo Alvares, Estadão.com.br

18 de novembro de 2010 | 13h52

Apesar da discussão aberta entre PT e PMDB na disputa pelas presidências do Senado e da Câmara com a formação do chamado ‘blocão’, senadores e caciques dos partidos tratam a questão como resolvida. Para o senador Pedro Simon (PMDB-RS), "o PT até concordou com o rodízio e o PMDB em dar dois anos para eles, mas agora estamos dispostos a indicar o próximo presidente da Casa", declarou o senador, que também adiantou quem deve ser o candidato peemedebista: "É o Sarney, e com a anuência do PT". O anúncio do bloco de partidos aliados liderados pelo PMDB foi ‘uma surpresa e um factoide’ para Simon.

 

Por ter eleito a maior bancada para a Câmara na eleição deste ano, o PT reivindica o direito de eleger o presidente da Câmara. Já o PMDB defende o acordo pelo qual os partidos obedeceriam a um rodízio do comando da Casa.

 

Um dos fundadores do PMDB, Simon defende que a presidência da Casa continue nas mãos do partido pelos próximos quatro anos por ter a maioria. "O PMDB considera que o Senado não se discute. Há quatro anos o partido é majoritário."

 

Entre os petistas, a candidatura do deputado Cândido Vaccarezza (PT) também é dada como certa. Ontem, ele negou que a formação do bloco seja um movimento para isolar os petistas e afirmou que a decisão não causa um racha entre os partidos governistas. "PT e PMDB estão de lados opostos lado para se fortalecerem", finalizou Simon, que disse ter votado em Dilma Rousseff no segundo turno da eleição presidencial.

 

Michel Temer

 

Para o senador Pedro Simon (PMDB-RS), "o PMDB tem um comando no Senado com o José Sarney, Renan Calheiros e o Romero Jucá. Eles vêm trabalhando juntos nessa campanha (pela disputa do Senado)". Quanto à esfera de influência do vice-presidente eleito, afirma: "O Michel não tem no Senado a influência que tem na Câmara. Quem apita lá é o Sarney e o Jucá, sem contar que o Jarbas Vasconcellos (PMDB-PE) seria considerado 'independente'".

 

Nos bastidores da equipe de transição do governo Dilma, Temer seria a razão de o PMDB insistir em indicar o candidato à Presidência da Câmara. "O PMDB não quer o Senado porque o Temer não tem nenhuma influência lá", afirmou no dia 5 de novembro um deputado federal petista com alto trânsito nas negociações. "Os senadores (do PMDB) que estão lá têm cabeça própria e o Temer não garantiu o apoio deles à Dilma nem durante a campanha, que dirá no governo", acrescentou.

 

Procurados pela reportagem, Sarney e Vaccarezza não retornaram às ligações. 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.