Sarney diz que é alvo de campanha da imprensa

Presidente do Senado fez hoje balanço do primeiro semestre da Casa, marcando o encerramento dos trabalhos

ROSANA DE CASSIA, Agencia Estado

17 de julho de 2009 | 09h56

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), fez nesta sexta-feira, 17, um balanço do primeiro semestre da Casa, marcando o encerramento dos trabalhos e início do recesso parlamentar. Ele disse que em nenhum momento titubeou em tomar as medidas cabíveis em resposta às denúncias de irregularidades que atingiram a instituição. Sobre as acusações que envolvem seu nome e o de sua família, Sarney afirmou que o jornal O Estado de S. Paulo iniciou uma campanha contra ele, seguida por outros órgãos da imprensa, e se defendeu das acusações de nepotismo, desvio de recursos e de envolvimento nos atos secretos.

 

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No discurso, Sarney enumerou as providências que adotou, como a determinação de sindicância, auditoria e encaminhamento das investigações à Procuradoria-Geral da República. Ele lamentou ter perdido o apoio do DEM "um dos partidos que apoiou minha candidatura e que sem dúvida poderia contribuir muito, embora em todos os momentos nossos trabalhos tenham sido compartilhados com o senador Heráclito Fortes (DEM-PI), companheiro leal e decisivo que tem dado uma grande contribuição a esta Casa". "Infelizmente disputas políticas se confundiram com a administração", afirmou.

Sarney disse que nas três vezes que assumiu a presidência do Senado encontrou a Casa em crise e conseguiu reerguê-la. "Os desafios, a carga de trabalho, os insultos, as ameaças não me amedrontaram e não me amedrontam. Estamos construindo, tenho certeza, um novo Senado", afirmou.

 

Ao deixar o plenário da Casa, Sarney saiu pela chapelaria do prédio, onde foi abordado por jornalistas, mas não deu entrevista. Ele entrou no carro oficial, porém não deixou o prédio do Congresso: deu a volta no quarteirão e desceu em frente ao Anexo I, onde tomou o elevador e subiu para seu gabinete pessoal.

 

(Com Rosa Costa, de O Estado de S.Paulo)

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