Sarney diz não querer presidência do Senado em 2011

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), declarou hoje que não deseja continuar no cargo no ano que vem. Perguntado por repórteres que o esperavam na saída do plenário sobre se pretendia se candidatar novamente à presidência da Casa, o peemedebista respondeu: "Já dei a minha cota de sacrifício."

ANDREA JUBÉ VIANNA, Agência Estado

20 de outubro de 2010 | 16h15

A declaração deflagra o início da corrida pela sucessão de Sarney. Dois nomes já são lembrados nos bastidores, o do senador mineiro recém-eleito Aécio Neves (PSDB) e do ex-presidente da Casa Garibaldi Alves (PMDB), reeleito pelo Rio Grande do Norte. Questionado se apoiaria a candidatura de Aécio, de quem é amigo pessoal, Sarney disse: "Quem resolve são os senadores."

Essa foi a primeira aparição de Sarney no Senado desde que recebeu alta do Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, onde passou por uma cirurgia cardíaca. O peemedebista, que deixou o hospital no sábado, declarou estar bem de saúde e pronto para encerrar o ano de trabalho.

Ele também disse que as votações no Senado só recomeçam em novembro porque a maioria dos parlamentares está engajada nas campanhas do segundo turno das eleições.

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