Sarney disse a Lula que não se afastará, afirma fonte

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), disse hoje ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que não pedirá licença ou renunciará ao comando do Senado. Em encontro de quase duas horas, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), Sarney avaliou que a oposição está tirando proveito da crise para criar problemas para o governo e assumir o controle do Senado, segundo informou um auxiliar direto de Lula à Agência Estado.

LEONENCIO NOSSA, Agencia Estado

03 de julho de 2009 | 17h20

O senador disse ainda que espera liderar o "processo de normalidade" com apoio da base e de "quem mais estiver interessado". Lula, segundo essa mesma fonte, concordou com as avaliações de Sarney e disse que apoia a disposição do senador de liderar o processo de restabelecimento de normalidade da instituição.

Durante o encontro, Sarney apresentou ao presidente Lula o documento que enumera 36 ações adotadas pela Comissão Diretora para dar eficiência e transparência às decisões administrativas do Senado. O documento destaca uma economia de aproximadamente R$ 10 milhões por ano nos dois primeiros contratos de fornecimento de mão de obra; a mudança na regulamentação das cotas de passagens aéreas dos senadores, com a economia de 30%; a redução em 10% das despesas gerais do Senado; redução da taxa de juros dos empréstimos consignados para patamar máximo de 1,6% ao mês; e a solicitação à Polícia Federal para que investigue os empréstimos consignados aos servidores, bem como as empresas que o operaram.

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