Sarney discute propostas de CPIs com líderes

O assunto das comissões parlamentares de inquérito (CPIs) que estão na fila do Senado foi tratado abertamente ontem, no plenário, mas o sinal de alerta do Palácio do Planalto acendeu mesmo na semana passada. Na quarta-feira, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), abriu a reunião de líderes para discutir a pauta de votações e, surpreendendo a todos, apresentou lista de propostas de comissões parlamentares de inquérito, algumas esquecidas na Mesa Diretora da Casa. Além da reação da oposição, por causa da Operação Castelo de Areia, o governo teme agora que a briga PT-PMDB também alimente o ambiente político propício à instalação de CPIs.

AE, Agencia Estado

01 de abril de 2009 | 08h13

?Duas coisas me espantaram?, disse ao Estado o líder do PDT, senador Osmar Dias (PR). ?Uma delas foi Sarney sacar da cartola uma CPI de 2007, para pôr na pauta do Senado.? O segundo motivo de espanto para o pedetista foi o mutismo geral dos líderes do governo e da oposição. Estavam na reunião o líder do PT, Aloizio Mercadante (SP), o líder do PMDB, Renan Calheiros (AL), e o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR).

Ministros e colaboradores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva avaliam que Sarney relacionou as quatro propostas de CPI que aguardam instalação desde 2007 para aliviar a tensão no Senado, transformando a comissão de inquérito em um front de artilharia voltada para Planalto. Além da CPI da Petrobras, sugerida pelo senador Romeu Tuma (PTB-SP) em setembro de 2007, quando ele ainda era filiado ao DEM e engrossava a oposição, há o pedido de inquérito para investigar o ?apagão educacional?, apresentado por Cristovam Buarque (PDT-DF), e os requerimentos em favor das CPIs da Amazônia e do DNIT, um dos poucos órgãos com investimentos avançados no Programa de Aceleração de Crescimento (PAC). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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