FOTO: PABLO VALADARES/AE
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Sarney deve fazer pronunciamento nesta quarta-feira

Conselho de Ética deve pedir o arquivamento das ações contra o presidente do Senado

05 de agosto de 2009 | 11h38

Depois de adiar seu pronunciamento na terça-feira, 4, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), promete discursar na tarde desta quarta-feira, 5, no plenário. De acordo com interlocutores de Sarney, será um discurso longo, no qual o presidente apresentará sua defesa sobre cada uma das acusações que pesam contra ele.

 

'Vou ocupar a tribuna como senador, não como presidente, por isso não posso dizer a hora exata em que ocuparei a tribuna, já que tenho que obedecer a hora de ser chamado, de acordo com os trabalhos da Casa', disse Sarney ontem ao senador Eduardo Suplicy (PT-SP).

 

Também marcada para esta quarta, a reunião do Conselho de Ética do Senado deverá pedir o arquivamento de três das onze denúncias contra Sarney. O presidente do colegiado, o 2º suplente de senador Paulo Duque (PMDB-RJ), declarou na terça-feira que a 'decisão já está tomada'. Ele deve argumentar que as supostas irregularidades ocorreram antes do mandato atual de Sarney.

 

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A oposição, por sua vez, entrará com recurso contra a decisão de Duque assim que se configurar o arquivamento. O presidente do conselho descartou pedir mais prazo para apresentar sua posição e afirmou que, até sexta-feira, anunciará sua decisão sobre as outras ações protocoladas contra Sarney.

 

O DEM escalou o senador Demóstenes Torres (GO) para analisar as 11 ações e definir qual o partido vai referendar. "Vamos em cima das que são realmente consistentes. Uma denúncia má contamina uma boa denúncia", disse o senador Agripino Maia (RN), líder do partido. A denúncia sobre o namorado da neta de Sarney é consistente, avaliam assessores jurídicos do DEM. "O arquivamento simplesmente tornará a situação incontornável. A instituição pode virar um campo de guerra", prevê o senador Renato Casagrande (PSB-ES).

 

O conselho, no entanto, é formado por uma maioria sarneyzista. Dos 15 integrantes, 10 são favoráveis ao presidente da Casa. Antes de Duque apresentar sua decisão, Gim Argello (PTB-DF), também fiel a Sarney, deverá ser eleito para o cargo de vice-presidente do colegiado.

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