Sarney defende reforma administrativa no Senado

Relatório da FGV recomenda economia com terceirizações, redução de salários e obrigações patronais

Carol Pires, AE

18 de agosto de 2009 | 12h31

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), disse no fim da manhã desta terça-feira, 18, durante cerimônia de entrega do relatório da Fundação Getúlio Vargas (FGV) sobre a reforma administrativa do Senado, que essa medida é importante "para que se possa gerir um Estado moderno". Sarney lembrou que, desde quando assumiu a presidência da Casa, no início do ano, a administração foi alvo de críticas. "Algumas procedentes, outras injustas", afirmou, ressaltando esperar que, com o estudo da FGV, que ainda precisa ser aprovado pela Mesa Diretora da Casa, não sobre mais lacunas no Senado.

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A proposta apresentada ao presidente da Casa pela fundação recomenda uma economia nos gastos do Senado de R$ 376,4 milhões por ano, com contratos de mão-de-obra terceirizada, redução de salários de efetivos e comissionados e obrigações patronais.

 

O relatório também considera redução nos cargos de chefia da Casa. O número de assessorias de nível estratégico cai, no estudo no FGV, de 13 para 7, e as diretorias seriam reduzidas de 41 para 6. Em nível intermediário, a redução seria de 89 assessorias para 19, e as chefias, de 95 para 81. Isso tudo representaria uma redução de 43% no número de cargos de chefia no Senado.

O estudo prevê ainda acabar com as cinco assessorias de nível operacional e reduzir as chefias operacionais de 379 para 240. Também na área de pessoal e de recursos humanos, a FGV propõe a elaboração de um plano de demissões voluntárias para os funcionários efetivos, com o objetivo de alcançar uma redução de até 20% desse pessoal.

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