Sarney defende Palocci e diz que assunto é 'pessoal'

Segundo o presidente do Senado, todos que têm exercido cargos públicos na área econômica, adquirem uma soma de experiência e depois atuam na área privada

Eduardo Bresciani / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

18 de maio de 2011 | 11h50

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), saiu em defesa nesta quarta-feira, 18, do ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, que, segundo reportagem do jornal Folha de S.Paulo, multiplicou por 20 seu patrimônio em um período de quatro anos, incluindo a compra de um apartamento de R$ 6,6 milhões em 2010.

 

Para Sarney, o assunto é pessoal do ministro. "Este é um problema pessoal, de ele empregar os recursos que obteve legalmente, segundo provado no Conselho de Ética, onde apresentou todos os documentos. É uma opção pessoal", disse o presidente do Senado.

 

Sarney afirmou ser natural que Palocci tivesse enriquecido ao deixar o Ministério da Fazenda, em 2006, por meio de atuação na iniciativa privada. "Todos aqueles que têm exercido cargos públicos na área econômica, eles adquirem uma soma de experiência e depois, através dessa soma de experiência, tem tido atividade na área privada. O ministro Palocci não fez nada mais do que isso."

 

O presidente do Senado destacou que cabe à Comissão de Ética Pública analisar a situação de Palocci. Sarney disse ainda que é uma decisão particular de Palocci a abertura ou não de dados da sua empresa, como a relação de clientes para os quais trabalhou.

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