Celso Junior/AE
Celso Junior/AE

Sarney defende indicação de Temer a vice de Dilma

Na semana passada, Lula defendeu que o PMDB apresentasse uma lista tríplice de pré-candidatos

estadao.com.br,

15 de dezembro de 2009 | 16h04

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), afirmou nesta terça-feira, 15, que o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), é o principal nome do partido para se candidatar a vice-presidente na chapa que deve ser encabeçada pela ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT). Sarney negou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva interferirá na escolha do vice.

 

Veja Também

link'Nunca disse que seria candidato a vice', afirma Michel Temer

linkPadilha minimiza desconforto no PMDB por frase de Lula

linkPMDB dá “chega pra lá” em Lula

linkLula quer lista tríplice do PMDB para vice

 

A declaração vem em meio à polêmica causada por sugestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que na semana passada disse que o PMDB deveria apresentar uma lista tríplice de candidatos, dando ao PT a escolha final sobre a composição da chapa. Setores do PMDB rechaçaram a afirmação de Lula, classificando-a como intervencionista. Para Sarney, no entanto, Lula não teve intenção de interferir no PMDB.

 

"O presidente Lula não teve intenção nenhuma de interferir dentro do PMDB, até mesmo porque ele sabe que o PMDB é um partido que tem sua própria norma e maneira de ser e sabe que nós vamos escolher o nosso candidato a vice-presidente dentro do partido, dentro do acordo que estamos construindo com o PT", afirmou Sarney.

 

"Nós vamos escolher o nosso candidato a vice-presidente dentro do partido e com o acordo que estamos construindo com o PT. Evidentemente o nome que nós temos, e que é o nosso grande nome, é o do presidente do partido [Michel Temer]. Todos nós vamos daqui para frente fazer com que essa aliança seja feita em torno dele", disse Sarney. O presidente do Senado participou de uma solenidade no Supremo Tribunal Federal (STF) em que foi feito um balanço do II Pacto Republicano.

 

Na segunda-feira, 14, Temer disse que "não pegou bem" no partido a cobrança feita pelo presidente Lula para que seja apresentada uma lista tríplice com nome de candidatos a vice-presidente para uma eventual aliança com o PT nas eleições de 2010. Temer, que é um dos cotados para a função, afirmou que essa "será uma decisão que caberá ao partido".

 

"É possível que o partido resolva indicar uma lista sêxtupla. Mas essa é uma decisão do PMDB, não é uma decisão externa ao partido", afirmou Temer, depois do almoço com empresários do setor da habitação, em São Paulo.

 

O deputado argumentou ainda que as declarações do presidente foram feitas no contexto de uma entrevista, no Maranhão, em que ele teria ficado numa saia-justa. "Ele estava na verdade ao lado do ministro Edison Lobão, que pode perfeitamente ser um vice, e o repórter perguntou "o senhor prefere o Lobão ou o Temer como vice?" ", explicou. "O presidente disse "olha, talvez o PMDB devesse elaborar uma lista tríplice". Lobão até me telefonou."

 

A afirmação de Lula foi feita durante entrevista no dia 10 para as rádios Mirante e Educadora. "O correto não é nem o PMDB impor um nome só. O correto é o PMDB discutir dentro do PMDB e indicar três nomes para a ministra Dilma, para que ela possa escolher. Porque isso é que nem casamento, meu filho."

 

Com informações de Mariângela Gallucci e da Agência Brasil

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.