Celso Junior/AE
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Sarney: 'crise é para enfraquecer o presidente Lula'

Senador disse que está com a consciência tranquila, e que não cometeu irregularidades

Carol Pires, O Estado de S.Paulo

11 de agosto de 2009 | 14h16

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), disse há pouco que foi "atropelado" pela disputa política para a sucessão presidencial de 2010. Na avaliação de Sarney, as denúncias que tem surgido contra ele foram desencadeadas para enfraquecer o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.

 

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"Estamos numa Casa política. Pelo fato de minha luta política ter algum peso na sucessão desencadeou-se essa crise para enfraquecer o presidente da República", disse Sarney, em reunião no seu gabinete, com políticos amapaenses que foram ao Senado prestar solidariedade ao senador.

 

Sarney disse que está com a consciência tranquila, e que não cometeu irregularidades ao interceder pela contratação do namorado de sua neta no Senado. "A coisa mais grave de que me acusam é de que eu tinha pedido para nomearem o namorado da minha neta", disse. "Nunca me acusaram de nada e agora desencadeia-se essa crise política. É essa consciência da tranquilidade que me dá forças. Se não fiz qualquer coisa de errada ao longo de minha vida pública, não esperaria 55 anos para fazer agora. Nunca me meti em qualquer coisa errada", garantiu.

 

Na semana passada, o presidente do Conselho de Ética, senador Paulo Duque (PMDB-RJ), pediu o arquivamento de onze ações que foram apresentadas contra José Sarney por quebra de decoro parlamentar. Ontem, PSDB e PSOL recorreram contra o arquivamento de quatro delas. Amanhã termina o prazo para apresentação de recurso contra o engavetamento das demais ações.

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