Sarney cobra enquadramento da PF nos 'limites da lei'

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), cobrou hoje que a Polícia Federal (PF) seja enquadrada nos "estritos limites da lei e do Estado de Direito". Ele criticou os supostos excessos cometidos pelo delegado Protógenes Queiroz na condução da Operação Satiagraha - que chegou a prender o banqueiro Daniel Dantas, o ex-prefeito da capital paulista Celso Pitta e o megainvestidor Naji Nahas, entre outros -, segundo reportagem da revista Veja desta semana. Para Sarney, que esteve hoje reunido com o diretor da PF, Luiz Fernando Corrêa, para tratar do assunto, os "excessos" praticados pela polícia causam medo à população e preocupação permanente às autoridades. "Eu acho que nós atravessamos um período muito difícil nesse sentido (a ameaça de um Estado policialesco). Realmente tivemos muitos excessos e dando a impressão e até mesmo criando na população brasileira um medo a respeito de ações que extrapolassem a parte legal e ferissem o Estado de Direito", afirmou. De acordo com ele, é necessário manter o alerta permanente para evitar o risco e ameaça à liberdade. "É uma preocupação permanente. Quero lembrar uma frase antiga, que ''o preço da liberdade é o da eterna vigilância''. O preço do Estado de Direito é o permanente controle da sociedade e todos nós para que ele possa existir. Nós não devemos dormir de qualquer maneira, dormir no sentido de vigiar cada dia, isso é a garantia do cidadão e da liberdade."

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