Sarney apóia instalação de CPI sobre remessas ilegais

O presidente do Senado, senador José Sarney (PMDB-AP), concorda com a instalação de uma CPI na Casa para investigar as denúncias de remessas ilegais de US$ 30 bilhões ao Exterior, nos moldes da CPI que já foi aberta na Câmara, após ter sido arquivada pelo Senado. Sarney defendeu como ideal a instalação de uma CPI mista - formada por deputados e senadores. Ele afirmou, porém, que se a Câmara não concordar com uma CPI mista, os senadores devem criar uma comissão investigadora própria. Sarney lembrou que as investigações de denúncias de irregularidades no futebol brasileiro foram investigadas ao mesmo tempo por uma CPI do Senado e por uma CPI da Câmara. Segundo o presidente do Senado, a idéia de criação de uma CPI para investigar as denúncias de remessas de dólares "é um assunto que já amadureceu, e o Congresso têm demonstrado desejo de investigar." De acordo Sarney, a decisão final sobre a instalação da CPI no Senado vai depender dos líderes partidários. Ainda não há data marcada para uma reunião deles, mas é possível que ocorra na próxima quarta-feira. Para o líder do PT no Senado, senador Tião Viana, o único caminho, no Congresso, para se investigar as denúncias é a instalação de uma CPI mista. Viana disse que, em face da decisão da Câmara de instalar ainda esta semana uma CPI sobre o assunto, os líderes partidários no Senado - que, em acordo, decidiram recentemente arquivar a idéia - precisam voltar a refletir sobre o assunto. O senador acreano disse, no entanto, que o PT ainda acha que investigações do assunto por parte da Procuradoria-Geral da República e da Polícia Federal seriam suficientes. "A CPI não faria mais do que essas instituições já estão fazendo", afirmou.

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