Sarney apóia expulsão de jornalista

O presidente do Senado, José Sarney, defendeu hoje a decisão do governo brasileiro de expulsar o jornalista americano Larry Rohter, do New York Times. "Acho que a decisão não podia ser outra. É uma matéria muito preconceituosa, e que fere a imagem do Brasil. Então, o País tem de reagir de acordo com a agressão que a matéria constituiu para a nossa imagem e do presidente", afirmou Sarney. Na opinião de Sarney, o episódio transformou-se em problema de natureza nacional e não pessoal do presidente. Indagado se o governo brasileiro não estaria abrindo precedentes para que o governo americano possa fazer o mesmo com jornalistas brasileiros, Sarney disse que "algumas vezes os americanos fizeram a mesma coisa em relação a pessoas que não são do interesse do País". "Quem governa, governa diante da circunstância", acrescentou. Para Sarney, o presidente Lula deve ter tomado a atitude de expulsar o jornalista americano pesando todos os aspectos. Quanto ao fato de o governo brasileiro ter se respaldado em uma lei da ditadura para o expulsar o jornalista o presidente do Senado justificou: "temos leis de todos os tempos. As que são boas são feitas para serem obedecidas. As que não são boas devem ser revogadas". Sarney falou com os jornalistas depois de receber em audiência, em seu gabinete, o embaixador do Brasil em Roma, Itamar Franco.

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