Sarkozy quer Brasil no Conselho de Segurança da ONU

Mandatário defende presença permanente, um dia após chanceler indicar que decisão sobre caças é 'política'

estadao.com.br,

07 Janeiro 2010 | 11h38

O presidente da França, Nicolas Sarkozy, defendeu nesta quinta-feira, 7, a presença permanente do Brasil no Conselho de Segurança da ONU, um dia após o governo brasileiro declarar publicamente que a decisão final sobre a compra de 36 aviões-caça de fabricação francesa será política.

 

Sarkozy disse que "é preciso uma reforma provisória" do Conselho de Segurança para "ampliar" os membros permanentes. Atualmente, apenas Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido compõem o conselho de maneira permanente.

 

"A França quer que os grandes países emergentes se associem à gestão mundial", disse o presidente francês. "Quem pode pensar que é possível resolver os problemas do mundo sem Brasil, Índia ou África?", questionou.

 

A declaração do mandatário francês foi realizada durante a conferência "Novo Mundo, Novo Capitalismo", em Paris, onde também estava presente o chanceler brasileiro, Celso Amorim.

 

Nesta quarta-feira, 6, Amorim confirmou que a decisão sobre os novos caças da Força Aérea Brasileira (FAB) será do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O governo vem reiterando que a decisão sobre a compra dos 36 aviões é "política e estratégica" e servirá para consolidar a parceria entre Brasil e França.

 

Um relatório do Comando da Aeronáutica divulgado nesta semana teria indicado a preferência dos militares pelo caça sueco Gripen NG. O Rafale, da francesa Dassault, seria o último entre os avaliados, superado também pelo F-18 da norte-americana Boeing.

 

Com informações da Efe

Mais conteúdo sobre:
BRASIL FRANCA SARKOZY

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.