Sarkozy defende Brasil no G-8 e no Conselho de Segurança

'O mundo precisa que o Brasil ocupe o seu lugar no cenário internacional', declarou presidente francês

LEONENCIO NOSSA, ENVIADO ESPECIAL, Agencia Estado

12 de fevereiro de 2008 | 16h16

O presidente da França, Nicolas Sarkozy, defendeu a inclusão do Brasil e outros países emergentes no G-8 (o grupo dos sete países mais industrializados e a Rússia). Ele também manifestou apoio ao País a uma vaga como membro permanente do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). "O mundo precisa que o Brasil ocupe o seu lugar no cenário internacional. É inimaginável que assuntos mundiais estejam sendo discutidos sem representantes da África e da América do Sul", ", afirmou Sarkozy.   Veja também:   Lula: 'Única divergência entre Brasil e França é no futebol' França cogita transferir tecnologia militar ao Brasil   "O G-8 tem de se transformar no G-13", continuou o presidente francês, em discurso em São Jorge do Oiapoque, na Guiana Francesa, em uma tenda montada nas margens do rio Oiapoque, que separa a colônia francesa do Amapá. Lula e Sarkozy prometeram empenho para superar problemas como taxas de vistos e a burocracia, que dificultam o comércio legal entre o Brasil e a Guiana Francesa, que é um Departamento Ultramarino da França.     Membros da mítica Legião Estrangeira francesa - barbados e portando machados - formaram uma guarda de honra numa cerimônia em que foi apresentada a maquete de uma ponte que ligará a cidade brasileira de Oiapoque à francesa Saint-Georges. A obra, primeiro acesso terrestre à Guiana Francesa, será importante no desenvolvimento daquela área amazônica. A construção deve começar no fim deste ano e terminar em 2010. Sarkozy agradeceu os esforços do governo Luiz Inácio Lula da Silva para liberar a ex-senadora colombiana Ingrid Bettancourt, refém das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), desde 2002. Lula, por sua vez, disse que o Brasil está disposto a participar de esforços humanitários para liberar os seqüestrados da guerrilha, mas observou que qualquer esforço tem de ter a concordância do governo da Colômbia.   Lula e Sarkozy também concordaram em buscar soluções para a presença ilegal de brasileiros na Guiana Francesa, especialmente garimpeiros, e de combater o contrabando. Estima-se que 50 mil brasileiros vivam no território vizinho, dos quais apenas 20 mil legalmente.   (Com Reuters)

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