Sargento nega participação nas investigações da Satiagraha

À CPI dos Grampos, Idalberto Martins diz que apenas indicou o ex-agente do SNI para ajudar na operação

Agência Brasil,

24 de setembro de 2008 | 16h59

O terceiro sargento do Serviço de Inteligência da Aeronáutica Idalberto Martins de Araújo disse nesta quarta-feira, 24, na CPI dos Grampos da Câmara, que foi ele quem apresentou o ex-agente do extinto Serviço Nacional de Informações (SNI) Francisco Ambrósio Nascimento ao delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz, responsável pela Operação Satiagraha. Segundo ele, o delegado o consultou se conhecia algum especialista na área de análise de documentos para trabalhar em sua equipe na Operação Satiagraha.  Veja Também: Grampos: Entenda a crise Protógenes me dava R$ 1,5 mil para triar e-mail, diz ex-agenteSuspeito de grampo, ex-agente autoriza CPI a quebrar sigilo Agentes da PF ameaçam membros da CPI, diz deputadaGrampo atribuído à Abin gera disputa no governo, diz Itagiba Idalberto informou que junto com Protógenes Queiroz e o major Branco, subchefe da Área de Operações da Aeronáutica, reuniram-se num bar próximo ao edifício sede da Polícia Federal para fechar a contratação do ex-agente do SNI, que também participou da conversa. Ainda de acordo com o militar, poucos dias depois deste encontro Francisco Ambrósio começou a trabalhar na equipe de Protógenes. O sargento ressaltou que sua iniciativa em indicar o ex-agente do SNI foi "uma ação de amigos". Ele acrescentou que, em nenhum momento, a Aeronáutica participou institucionalmente do episódio."O Protógenes pediu e nós atendemos. O contato foi informal", afirmou.

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