Saques dão prejuízo ao governo baiano

O governo baiano acumulou prejuízo de R$ 2 milhões com os saques e depredações de 19 lojas da Cesta do Povo - rede de supermercados mantida pelo Estado que oferece gêneros de primeira necessidade a preços mais baixos que o mercado - em função da greve dos policiais militares. Além de roubarem todas as mercadorias os vândalos destruíram caixas, levaram freezers e tocaram fogo em duas das lojas saqueadas. As ações deixaram o vice-governador Otto Alencar (PTB) indignado. "Houve, sem dúvida uma articulação bem organizada visando destruir o patrimônio público", declarou, informando que muitas testemunhas disseram ter reconhecido policiais grevistas entre os saqueadores. "Eles usaram kombis, caminhonetes e outros veículos para levar as mercadorias", contou, lembrando a filosofia do programa Cesta do Povo. "A intenção é regular os preços dos gêneros básicos e, graças ao programa, a cesta básica de Salvador foi a mais barata do Brasil 20 vezes consecutivas", disse. Conforme Alencar, o governo baiano gasta cerca de R$ 62 milhões por mês para subsidiar o programa, mantendo os preços dos gêneros baixos. Segundo Alencar, os saqueadores agiram na quinta, sexta e sábado, no momento que a policia militar e os vigilantes (que fazem a segurança das lojas) pararam de trabalhar. O vice-governador informou que o governo baiano tem todo o interesse de atender às reivindicações dos grevistas, mas não pode conceder um aumento de 100% como pedem os policiais militares. "A Bahia está ajustada financeiramente, não pode estourar seu orçamento com um aumento dessa ordem", declarou, criticando o PT, por apoiar os grevistas. "Veja se o (governador gaúcho) Olivio Dutra (PT) está dando um aumento desses aos policiais de lá; a (prefeita paulistana) Marta Suplicy (PT) também não faz isso, está mais preocupada em criar cargos de confiança para abrigar apaniguados: não se pode fazer politicalha", reclamou. ComércioNuma avaliação preliminar da Federação do Comércio da Bahia, pelo menos 80 lojas em vários pontos da cidade foram destruídas pelos vândalos durante os distúrbios provocados pela greve dos policiais militares.

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