São Paulo será vitrine do PSDB, diz tucano ao defender Alckmin

Em entrevista à TV Estadão, deputado Silvio Torres justifica que partido não pode abrir mão de candidatura

da Redação,

08 de maio de 2008 | 15h31

O deputado Silvio Torres (PSDB-SP) justificou à TV Estadão nesta quinta-feira, 8, a defesa da candidatura do ex-governador Geraldo Alckmin à Prefeitura de São Paulo este ano. Para ele, os tucanos não podem abrir mão de candidatura própria porque "São Paulo vai ser a vitrine do partido em 2008". "O PT tá escolhendo um dos quadros mais expressivos depois de Lula (presidente Luiz Inácio Lula da Silva), que é a Marta Suplicy (ex-prefeita e atual ministra do Turismo). Não seria honesto com o eleitorado falar para o paulistano que faremos alianças".     A TV Estadão convidou também o tucano e secretário municipal de Esportes, Walter Feldman, para participar do debate com Torres sobre o PSDB e as eleições municipais. Feldman aceitou o convite, mas desistiu meia hora antes do início do programa. O secretário, defensor do apoio à reeleição de Gilberto Kassab (DEM), alegou que recebeu apelos de aliados kassabistas para não participar do debate a fim de não inflamar o clima no PSDB.   Veja também:  Evento reúne Kassab, Serra e Quércia em palanque  Alckmistas esperam selar apoio do PTB em 15 dias  PSDB pró-Kassab irá à convenção do partido para derrubar Alckmin   Torres diz ainda não ter dúvidas de que "o sentimento partidário vai prevalecer" e Alckmin será o candidato do PSDB. O partido está dividido, parte defende a reeleição do prefeito Gilberto Kassab (DEM), sobretudo os tucanos que fazem parte da administração municipal. O deputado também acredita que o governador de São Paulo, José Serra, estará ao lado de Alckmin. Serra tem evitado falar sobre o assunto.   Na última segunda, reunião do diretório do PSDB em São Paulo oficializou o nome do ex-governador à sucessão municipal. A ala dos tucanos contrária a Alckmin, no entanto, vai tentar reverter na convenção do partido, em junho, o resultado pró-alckmistas. Os tucanos pró-Kassab vão propor que na convenção sejam colocados em votação o apoio à aliança com o DEM e a desistência da candidatura própria com Alckmin. Os kassabistas dizem já ter o apoio de cerca de 500 dos 1.228 delegados com direito a voto na convenção.    O deputado justificou a pré-candidatura de Alckmin por ele ser um "grande líder". "São Paulo é uma cidade status, tem autonomia, acho que não só ele tem visão como ele tem liderança para isso. Acho que tem essa disposição e vai lutar por isso", explicou.    Torres defendeu também o apoio ao governo Serra dentro do PSDB. "Todos nós somos serristas, a medida em que ele é nosso governador. Todos estamos ao lado dele para que ele faça um bom governo. Acho rapidamente que isso é superado, ele vai estar junto a Alckmin quando tiver que ser".    O deputado descartou um eventual apoio do atual prefeito de São Paulo à candidatura de Alckmin. "O prefeito Kassab já avançou muito na sua candidatura e agora temos que conquistar os aliados. Estamos conversando com bloquinho ( PSB, PC do B e PDT ). Eles estão avaliando possibilidade de uma candidatura própria e vamos aguardar", disse.   Sobre o cenário político em 2008, Torres avalia que a decisão entre candidatos ficará para o segundo turno e mostrou confiança em Alckmin. " As pesquisas encomendadas mostram que ele tem ficado em primeiro lugar em algumas situações. Em outras, pouco atrás de Marta Suplicy. Claro que Kassab tem seu espaço porque é o atual prefeito", disse.   Texto ampliado às 16h40

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