São Paulo ganha mais 50 leitos de UTI

O Estado de São Paulo ganhou mais 50 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal e para adultos, nos hospitais conveniados ao Sistema Único de Saúde. A Secretaria de Assistência à Saúde (SAS) cadastrou, na última sexta-feira, 83 novos leitos de UTI e os paulistas foram os mais beneficiados. Entre eles, o hospital Sumaré terá mais 28 leitos e a Associação dos Fornecedores da Cana de Piracicaba, 7 para receber recém-nascidos.Esses leitos obedecem às exigências de equipamentos mais sofisticados, como respiradores computadorizados, e recursos humanos mais qualificados. Os médicos possuem título de especialista em terapia intensiva. O governo só aceita cadastrar novos leitos de UTI com tais características. Eles são divididos em duas categorias Tipo II e Tipo III, cujas diárias são remuneradas a R$ 164,00 e R$ 213,00, respectivamente.Os do Tipo I estão em fase de extinção e pouco se diferenciavam de um leito hospitalar comum, por isso o governo paga diária de R$ 137,00 até o terceiro dia de internação e a partir daí, R$ 70,00.Hoje, os hospitais conveniados ao SUS somam 11.062 leitos de UTI. Desse total, 4.925 já estão mais aparelhados e se adaptaram às novas exigências. Mas o déficit é de pelo menos 5 mil leitos de UTI, segundo estimativa do secretário de Assistência à Saúde, Renilson Rehem.A média de leitos de terapia intensiva no Brasil é de 6,78 para cada grupo de 100 mil habitantes. "É uma oferta muito baixa, teria de crescer em torno de 50%", adverte Rehem. Esse quadro se complica com a distribuição desigual. Há inúmeros Estados com menos de 5 leitos para cada 100 mil moradores, é o caso de Minas Gerais (4,55). Enquanto no Rio Grande do Sul, o índice é de 13,82 e em São Paulo, de 10,59; na Bahia há 1,31 leito por 100 mil moradores. Em Rondônia praticamente inexistem leitos, a taxa é de 0,54. "Certamente muitos pacientes morrem por falta de acesso à assistência mais complexa."O secretário informa que, no ano passado, o SUS gastou R$ 300 milhões. Ele acredita que o investimento neste ano aumentará em torno de 30%. Segundo Rehem, a melhoria da qualidade dos leitos de UTI faz parte de um programa iniciado a partir de 1999.

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