São Paulo é o novo alvo da Operação Albatroz

A operação Albatroz, que prendeu 20 membros de uma quadrilha especializada em fraudar o sistema de licitações do Estado, está a caminho de São Paulo, onde a Policia Federal acredita haver uma ramificação muito forte do esquema. Segundo a delegada Maria das Graças Malheiros, o vôo do Albatroz pode ir ainda mais longe. "Pode ir a qualquer lugar. É uma ave acostumada a longas distâncias", disse a delegada.Como um dos líderes da quadrilha - o empresário Mário Ricardo Farias Fomes, dono da Rio Claro Trust de Recebíveis Ltda - foi preso na capital paulista, os delegados responsáveis pela investigação acreditam haver um braço de lavagem de dinheiro e evasão de divisas na cidade. A delegada Maria das Graças Malheiros não quis confirmar oficialmente os Estados onde o Albatroz pousará em breve, mas deu a entender que aqueles onde foram comprovadas atividades da quadrilha - São Paulo, Rio Grande do Sul e Minas Gerais - serão alvo das investigações.Com a prisão temporária prorrogada, os 18 envolvidos na fraude que ainda estão detidos - Moacir Coutinho dos Santos e Pedro Dutra Prestes já foram liberados - devem permanecer na cadeia pelo menos até quinta-feira. Isso se a Polícia Federal não conseguir a transformação da pena em prisão preventiva e, com isso, manter os envolvidos na prisão por tempo maior. "Até quinta-feira decidiremos quais os que podem ser liberados e quais devem ficar para não prejudicar as investigações", completou.Com imunidade parlamentar mantida, o líder da quadrilha, deputado estadual Antônio Cordeiro (sem partido), será punido no bolso, antes de ser preso. A Polícia Federal e a Receita Federal estão solicitando o bloqueio de todos os bens do parlamentar e de seus parentes próximos. "Tudo o que ele tem faz parte do processo. E ele já está indiciado, apesar de ainda não poder ser preso", acrescentou a delegada.Na última sexta-feira, a Polícia Federal convocou uma testemunha - de identidade não divulgada - para esclarecer alguns pontos da investigação. Esse procedimento será, de acordo com a delegada, rotineiro de agora em diante. "Vamos chamar várias pessoas para depor. Todos os que forem citados pelos presos terão que ser ouvidos. Mas não haverá mais qualquer prisão em Manaus devido a esse processo", esclareceu.

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