São Paulo contesta dados; Goiás afirma que está reduzindo vagas

Os dados divulgados pelo IBGE sobre a estrutura burocráticas de Estados e municípios foram informados ao instituto pelos próprios governos locais. Mas isso não impediu que parte dos números fosse contestada pelas assessorias de imprensa dos governadores e dos prefeitos.

30 de março de 2013 | 16h20

Em São Paulo, por exemplo, o IBGE aponta que havia em 2012 um total de 570 mil funcionários, sendo 478 mil na administração direta e 92 mil na indireta. Do total, aponta a pesquisa do instituto, 7.747 não passaram por concurso público.

O levantamento que a Secretaria de Gestão Pública paulista afirma ter realizado na semana passada, porém, indica a existência de 5.393 servidores não concursados, sendo 3.663 na administração direta e 1.730 da administração indireta. O total de funcionários também é diferente do da pesquisa do IBGE: 657.640.

A Secretaria de Gestão afirma não saber que setor do governo preencheu o levantamento pedio pelo IBGE. O instituto, por sua vez, afirma que uma lei o impede de revelar suas fontes.

A prefeitura de Recife também vê divergência de dados. Ela informa que tinha 2.700 funcionários não concursados em 2011, e não os 5.792 apontados pela pesquisa do IBGE. "Não tenho conhecimento da pesquisa", afirma ex-prefeito João da Costa (PT), que governou a capital pernambucana de 2009 a 2012.

Em redução

O governo de Goiás, que segundo o IBGE é o campeão em número de cargos sem consurso, diz que "está reduzindo" o número de comissionados em 25%, "uma medida impopular, mas necessária, transparente e voltada para um Estado mais enxuto, moderno, racional e com menor custo para a sociedade".

Na nota oficial, o governo goiano afirma ainda não saber a escolaridade de seus servidores não concursados. "O Estado, na atualidade, esclarece que não tem uma base de informações consistente, haja vista a não necessidade de comprovação do grau de escolaridade. No momento da posse, como o nomeado não levou comprovante de escolaridade (pela não exigência), o departamento de RH insere no sistema o referido dado como ensino fundamental, uma vez que no primeiro item - sem escolaridade - não há possibilidade de ingresso no Estado."

Secretaria de Administração do Estado da Bahia confirmou a existência de elevado número de servidores comissionados no Estado, mas ressaltou que, nos últimos cinco anos, a quantidade de pessoas nessa situação caiu 55%.

"Ninguém mais é contratado, ainda que temporariamente, sem a realização de concurso público", diz a secretaria. "Todos passam por uma seleção pública. É aberto edital, com inscrições, os candidatos são submetidos a provas de conhecimento, apresentação de currículo e título."

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