São Paulo amplia serviço do Disque-Dengue

O secretário municipal de Saúde, Eduardo Jorge, informou nesta terça-feira que o Disque-Dengue, serviço criado pela Prefeitura para tirar dúvidas sobre a doença, terá sua estrutura ampliada a partir de desta quarta-feira. Com o aumento do número de casos, a população passou a ter um interesse maior pelo assunto e a ligar mais para o serviço.Como resultado, somente 25% das chamadas estão sendo atendidas. A secretaria também estuda a mudança no horário de atendimento: atualmente, ele funciona entre as 8 e as 18 horas. Jorge informou que pretende fazer com que o atendimento seja feito até as 20 horas.As perguntas feitas para o serviço vão desde como reconher o aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, o que fazer quando encontrá-lo, até denúncias sobre locais onde possa haver focos do inseto. "Com a chegada dos viajantes do carnaval teremos também aumento das ligações com dúvidas sobre sintomas. Precisamos estar prontos para atendê-los."O secretário está convicto de que, depois do feriado, a epidemia deve aumentar em todo o País, incluindo São Paulo. "Uma legião de turistas foi para o Rio e para outros lugares, onde a doença atinge níveis preocupantes. Muitos chegarão contaminados."Jorge adiantou que esta semana também serão acertados detalhes de uma campanha, dirigida para os médicos, para tentar melhorar o diagnóstico da dengue. O exemplo dos primeiros casos autóctones da doença, confirmados na semana passada, mostra que a medida é necessária.Quatro integrantes de uma família foram contaminados. Dois deles receberam diagnóstico incorreto: um, pnemonia, e outro, sarampo. "Foram os técnicos do distrito de saúde que suspeitaram e fizeram diagnóstico correto", disse o secretário. "É inadmissível que em uma época como esta os médicos não pensem que seu paciente possa estar com dengue." A campanha deverá ser feita com o Conselho Regional de Medicina.Nesta terça, Eduardo Jorge visitou floriculturas na zona norte e o Cemitério da Cachoeirinha, onde no ano passado foram detectados focos do mosquito. Nada foi encontrado. À tarde, a visita foi feita no Cemitério da Consolação, zona oeste da capital. Larvas foram encontradas e enviadas para análise. "Nos cemitérios de classe alta, está havendo uma resistência maior de parentes para colocar terra nos vasos", disse.Desde que entrou em vigor a lei municipal que prevê a aplicação de multas para pessoas que tenham em seus imóveis focos do mosquito transmissor da dengue, várias advertências foram feitas. Quatro delas para órgãos públicos, cujos nomes somente serão divulgados se houver reincidência.No ano passado, foram feitas 2,15 milhões de visitas a imóveis, cifra que está 7% acima da meta prevista para aquele ano. "É um trabalho que tem de ser contínuo, pois muitas vezes as pessoas tomam as medidas e, depois, relaxam novamente."Disque-Dengue: 0800-7720988

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.