Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

'São infundados os boatos de que deixei a articulação política', diz Temer

Vice-presidente da República usou sua conta no Twitter para negar rumores de afastamento da função; 'Continuo. Tenho responsabilidades com meu país e com a presidente Dilma', escreveu

Rafael Moraes Moura e Talita Fernandes , O Estado de S. Paulo

07 de agosto de 2015 | 14h10

Brasília – O vice-presidente Michel Temer usou nesta sexta-feira, 7, a sua conta pessoal no microblog Twitter para negar rumores de afastamento da articulação política do governo.

“São infundados os boatos de que deixei a articulação política. Continuo. Tenho responsabilidades com meu país e com a presidente Dilma”, escreveu o vice-presidente.

NesSa quinta-feira, 6, Temer se reuniu com a presidente Dilma Rousseff e os ministros Aloizio Mercadante (Casa Civil) e Eliseu Padilha (Secretaria de Aviação Civil) para discutir a delicada situação na Câmara dos Deputados, onde o governo acumula uma série de derrotas. 

O vice-presidente afirmou a Dilma ter a sensação de que seu trabalho tem sido em vão, já que o governo perdeu o total controle sobre as bancadas, conforme ficou escancarado na aprovação da proposta de emenda constitucional 443, que vincula o salário de delegados de polícia e de advogados públicos a 90,25% do salário de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Depois, em encontro reservado com ministros do núcleo duro do PT, Dilma disse que os petistas “lavaram as mãos” depois que o vice-presidente assumiu a articulação política do governo, em abril. Segundo um ministro, Dilma “deu uma dura” nos auxiliares e cobrou maior engajamento dos petistas na aprovação de matérias de interesse do governo.

O vice-presidente se reúne neste domingo (9) no Palácio da Alvorada com a presidente Dilma Rousseff e ministros para mais uma reunião sobre a conjuntura política do País. 

O Planalto prevê o agravamento da crise em um mês em que o Tribunal de Contas da União (TCU) analisa as “pedaladas fiscais” e a oposição se articula pelo afastamento da presidente Dilma Rousseff.  Dentro do governo, a avaliação é a de que o resgaste da popularidade de Dilma será “lento e gradual”, acompanhando os primeiros sinais de recuperação da economia brasileira. 

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