''São ilações'', reage Mariz

O advogado Antonio Claudio Mariz de Oliveira, que defende a cúpula da Camargo Corrêa, afasta com veemência acusações de envolvimento dos executivos da empreiteira em crimes financeiros e doações eleitorais ilegais.Criminalista com quase 50 anos de batalhas nos tribunais, Mariz traça estratégia com a qual pretende rebater uma a uma as suspeitas que recaem sobre os dirigentes da Camargo Corrêa. Ele assevera que tais suspeitas "não passam de ilações sem o menor fundamento, desprovidas de comprovação probatória".O advogado não teve acesso aos documentos apreendidos. "Não sabemos o que foi arrecadado. Estamos fazendo levantamento para nos manifestar."Mariz e sua equipe esmiúçam todas as conversas grampeadas pela Polícia Federal em que interlocutores falam em doações de campanha - doações "por dentro" e "por fora", segundo interceptação. Sobre o relatório da PF que cita documentos apreendidos na residência de Pietro Bianchi, o advogado disse: "Não tomei conhecimento ainda."Sua meta é derrubar taxativamente suposições da PF. "Estamos examinando todas as conversas telefônicas onde as doações foram mencionadas", declarou Mariz. "Vamos apresentar as respectivas comprovações de que essas doações, todas elas, foram legais. Nenhuma (doação) foi feita à margem da lei. A Camargo Corrêa é um grupo de grande tradição, uma história sem máculas. Seus dirigentes são profissionais de reputação ilibada."O criminalista está disposto a "esclarecer definitivamente a questão, para que não reste nenhuma dúvida sobre a legalidade dos repasses".Ele ressalta que as doações foram efetuadas mediante entrega de recibo e declaração à Justiça Eleitoral e à Receita.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.