São 400 páginas de delírios, diz Renan sobre delação de Delcídio

Presidente do Senado afirmou não estar preocupado com as acusações do senador, feitas em delação premiada

Ricardo Brito e Isabela Bonfim, O Estado de S.Paulo

15 de março de 2016 | 18h02

Brasília - O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), afirmou seis vezes em entrevista na tarde desta terça-feira, 15, que a delação premiada do senador Delcídio Amaral, divulgada na íntegra, são "400 páginas de delírios". Na chegada a seu gabinete, o peemedebista ainda afirmou que não se preocupa com as acusações feitas pelo senador.

Para Renan, a maior providência que deveria se tomar em relação às delações é que, se elas não confirmarem, as penas teriam que ser aumentadas. "Acho que na delação, quando não houver prova, ela precisa agravar a pena, teria que ser um agravante e não atenuante", defendeu. Ele não quis responder se Delcídio deveria perder os benefícios da delação por supostamente ter mentido.

Questionado, o presidente do Senado rebateu as menções feitas por Delcídio sobre suspeitas que envolvem pessoas que atuariam para ele como o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, que deixou o cargo após revelações da Operação Lava Jato, e do deputado Anibal Gomes (PMDB-CE). "Isso é um delírio do senador Delcídio que não merece nem resposta", criticou.

Renan repetiu o que sua assessoria de imprensa havia dito em nota distribuída mais cedo em relação a uma eventual intervenção do ministro da Educação, Aloizio Mercadante, para relaxar a prisão decretada pelo Supremo contra Delcídio. "Com relação a mim, ele não falou, não falaria e a decisão do Senado (de manter a prisão) foi pública, em favor da decisão do Supremo", disse.

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