Santos tem seis casos suspeitos de dengue hemorrágica

Já são seis os casos suspeitos de dengue hemorrágica em Santos. Duas pessoas permaneciam internadas em hospitais da cidade - um homem de 30 anos e uma menina de cinco anos - com sintomas da forma mais grave da doença. Outros quatro casos, incluindo duas pessoas que foram a óbito, ainda não foram fechados pela Vigilância Epidemiológica do município, que não descarta a possibilidade de repetir os exames, para a comprovação da causa mortis.Enquanto os hospitais da Baixada Santista já se preparam para um eventual agravamento da epidemia, as prefeituras da região fazem o que podem, a fim de conscientizar a população sobre os riscos da manutenção de criadouros do Aedes aegypti, mosquito transmissor da doença.Segundo levantamento divulgado pela Direção Regional de Saúde (DIR-19), com base no resultado dos exames feitos pelo Instituto Adolfo Lutz, 1.351 já contraíram dengue na Baixada, somente este ano. Os casos estão assim distribuídos: São Vicente com 641; Santos com 539; Cubatão com 70; Praia Grande com 66 e Guarujá com 35. As cidades de Bertioga, Itanhaém e Peruíbe apresentaram apenas um caso cada uma, mas todos de pacientes que contraíram a doença fora dos municípios. Até prêmios estão sendo distribuídos na campanha Eu e Meu Vizinho Sem Criadouro do Mosquito da Dengue, promovido pela prefeitura de Santos, em parceria com uma rede de farmácias. O aposentado Jonas Gomes, de 64 anos, residente no Jardim Castelo, na Zona Noroeste da cidade, acabou levando o prêmio de R$ 300,00, beneficiando ainda seus dois vizinhos, da direita e da esquerda, cada um com R$ 150,00, por terem os três juntos, as casas e os quintais em absoluta ordem, sem nenhum criadouro do mosquito.A casa do aposentado foi a terceira sorteada na promoção. No primeiro cupom, o contemplado residente em um apartamento do bairro Aparecida não estava em casa; no segundo, a dona de casa do Marapé não pôde receber o prêmio porque mantinha uma bandeja de água sobre a geladeira, considerada um foco do mosquito e só na terceira, os R$ 300,00 puderam ser entregues.Segundo os agentes de saúde, que vistoriaram toda a casa do aposentado, o imóvel pode ser considerado um exemplo. As calhas, um dos locais preferidos do mosquito para depositar seus ovos, estavam limpas e protegidas com fenol (espécie de creolina). Jonas Gomes também retirou todos os pratos sob os vasos e garantiu que limpa, pelo menos duas vezes por semana, com cloro, todos os ralos da casa.

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