Santos registra primeira morte por dengue hemorrágica

A primeira morte por dengue hemorrágica, confirmada na última sexta-feira pelo Instituto Adolfo Lutz, da capital, deixou as autoridades sanitárias da Baixada Santista em alerta. A dimensão da epidemia, que vem atingindo a região há pelo menos quatro anos, pode ser bem maior que os números oficiais, já que para cada doente notificado existem estudos apontando cerca de dez pessoas contaminadas pelo Aedes aegypti, mosquito transmissor da doença.Desta forma, o diretor-técnico da Direção Regional de Saúde (DIR/19), José Ricardo Martins Di Renzo, calcula que só neste ano, mais de 70 mil pessoas foram infectadas, levando-se em conta que até agora, 7.035 doentes tiveram a doença confirmada por intermédio de exames. A situação torna-se mais preocupante, segundo o médico, porque as chances das pessoas contraírem a forma mais grave da doença são muito maiores, tendo em vista que boa parte da população já entrou em contato com ovírus.Com esta preocupação, a epidemia, que nesta época do ano costuma apresentar ligeiro declínio, volta a ser debatida pelos nove prefeitos que integram o Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana da Baixada Santista (Condesb), em encontro marcado para esta terça-feira, em Itanhaém. Paralelamente, a DIR também se mostra preocupada com o rumo das campanhas educativas promovidas pelas prefeituras, reunindo hoje seus representantes para um alerta, no sentido de que o controle do mosquito não seja esquecido durante o inverno.

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