Hélvio Romero/Estadão
Hélvio Romero/Estadão

Santos Cruz diz que almoço com Bolsonaro e Toffoli foi para 'aproximar as pessoas'

'Às vezes se resolve mais coisas em um churrasco do que em uma reunião formal', disse o ministro da Secretaria de Governo; Maia diz que reforma deve ser votada no plenário em maio

Mariana Haubert, O Estado de S.Paulo

16 de março de 2019 | 16h23

BRASÍLIA - O ministro da Secretaria de Governo, Carlos Alberto Santos Cruz, afirmou neste sábado que o churrasco oferecido pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), à cúpula dos Três Poderes teve como objetivo "aproximar as pessoas". Participaram do encontro o presidente da República, Jair Bolsonaro, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), o presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, além de 15 ministros do governo.

"Foi um almoço social, sem agenda de trabalho", disse Santos Cruz. "O próprio convite para o almoço já simboliza uma união dos Três Poderes. Às vezes se resolve mais coisas em um churrasco do que em uma reunião formal", afirmou.

Ele negou, porém, que haja algum tipo de estranhamento. "O clima não está ruim para ter que melhorar, é só uma oportunidade", disse Santos Cruz. "Na nossa cultura, essas ocasiões aproximam as pessoas."

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, afirmou que a base aliada do governo ainda está em fase de construção e que ela deve estar organizada em duas ou três semanas. Ele disse que o texto da reforma da Previdência deve estar pronto para votação no plenário em maio. "(Esse) encontro é importante, estamos construindo um pacto para governar o Brasil", disse. 

Maia defendeu ainda que os Poderes respeitem as decisões uns dos outros. "Se o Supremo, por exemplo, tomar uma decisão que me desagrade, tenho que respeitar". 

Jair Bolsonaro chegou por volta das 13 horas e deixou a residência oficial da Câmara pouco antes das 16h. Segundo Santos Cruz, durante a confraternização, o presidente falou sobre a importância da união de todos os Poderes para o Brasil continuar seu caminho. O presidente do Supremo, ainda de acordo com o ministro, foi na mesma linha.

Nos últimos dias, a Corte foi alvo de novos ataques nas redes sociais e recebeu críticas também de procuradores da Lava Jato. O motivo foi a decisão que definiu a Justiça Eleitoral como foro competente para julgar crimes como corrupção e lavagem de dinheiro quando associados ao caixa 2. 

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