Santo André muda no 2º turno

Quase liquidada na 1.ª etapa, eleição se acirrou no final

O Estadao de S.Paulo

25 de outubro de 2008 | 00h00

Disputa que parecia decidida em favor do PT no primeiro turno, a luta pela Prefeitura de Santo André provou, na prática, a velha assertiva de que o segundo turno é uma nova eleição. E o candidato governista Vanderlei Siraque, apontado no palanque pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva como vencedor líquido e certo, vê-se hoje às voltas com um resultado completamente imprevisível diante do adversário petebista, o médico e vereador Aidan Ravin. As últimas pesquisas revelam situação de empate técnico.Prova de que Siraque tinha tudo para vencer em 5 de outubro foi o resultado obtido nas urnas: 182.387 votos, ou 48,90% dos válidos. O segundo colocado, Aidan Ravin, teve 81.163 votos, 21,76% dos válidos. Ficou atrás até do número de abstenções, pois 86.076 eleitores, em um colégio de 533.428, deixaram de votar.E é exatamente na participação de uma parcela significativa desses cidadãos ausentes no primeiro turno que Aidan deposita suas esperanças numa virada: "Muita gente deixou de votar por estar desencantada com a política em Santo André, com esse reinado petista que se arrasta por longos 12 anos, mas agora, diante da possibilidade real de mudar o quadro, tenho certeza de que a maioria voltará a exercer a cidadania."Siraque, contudo, não vê chances de seu adversário virar o jogo agora: "Deixamos de vencer por pouco mais de 1 ponto no primeiro turno e tenho certeza absoluta de que a população de Santo André ratificará sua decisão neste domingo."Historicamente, PT e PTB vêm se alternando no poder em Santo André há 26 anos. Em 1982, o petista Celso Daniel foi derrotado por Newton Brandão (PTB). Na disputa seguinte, Daniel venceu José Cabral de Almeida Amazonas (PTB). Em 1992 Brandão voltou ao poder, mas em 1996 Daniel foi mais uma vez eleito e, em 2000, reeleito. Em 2002 morreu assassinado. João Avamileno, seu vice, assumiu e foi reeleito em 2004.

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