Santinhos de candidatos são espalhados em ruas de SP

Proibida pela Lei Eleitoral, a distribuição de santinhos no dia da votação é passível de punição com cadeia. Apesar disso, a reportagem encontrou panfletos dos candidatos Aécio Neves (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) espalhados por calçadas em bairros da zona sul da capital paulista neste domingo. Também foram vistos papéis apócrifos com a capa da revista Veja desta semana.

Estadão Conteúdo

26 de outubro de 2014 | 10h38

Vários panfletos do tucano foram achados por volta das 9 horas na altura do número 4.000 da Estrada do M''Boi Mirim e na rua Luis Baldinato, no Jardim Ângela. "Jogaram tudo isso hoje de madrugada", diz o carreteiro Cícero Ambrósio dos Santos, de 64 anos, que trabalha na região. "Ontem à noite não tinha nada. E se chove, pra onde vai tudo isso?"

Também na M''Boi Mirim, na calçada da Escola Estadual Professor Magalhães de Araújo, na altura do número 3.500, mais panfletos do candidato do PSDB espalhados. Nesse ponto também havia nesta manhã santinhos da petista. Nos postes e até no relógio de rua da avenida foram vistos vários adesivos de Aécio. "No primeiro turno tinha bem mais, mas ainda assim é uma coisa ruim, porque polui", afirma o ajudante-geral Daniel Moraes Pereira, de 22 anos, que vota no colégio.

Na avenida Comendador Sant''Anna, mais santinhos encontrados no chão, tanto de Aécio quanto de Dilma, nas imediações da Escola Municipal de Educação Infantil Anisio Teixeira, um local de votação. O gerente de uma loja na área acredita que o material foi espalhado durante a madrugada.

Foi em plena luz do dia, no entanto, que centenas de papéis contendo a capa da revista Veja desta semana - que traz uma denúncia não confirmada contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidente Dilma Rousseff - foram jogados por pessoas em uma perua no bairro Jardim das Flores, também na zona sul. Moradores dizem que o material apócrifo foi despejado por volta das 16h deste sábado, 25. Eles acreditam que foram simpatizantes do tucano os responsáveis pela sujeira.

"É um desrespeito com os moradores. Entrou um monte desses papéis em casa, os bueiros serão entupidos e a cidade fica feia", afirma a vendedora Letícia Soares, 45, que vive na Rua Manuel Ponto Guedes, onde, por volta das 10h deste domingo ainda havia muitos papéis jogados nas calçadas e quintais. "Não serviu pra mudar meu voto."

Apesar dos santinhos, o clima era tranquilo nos locais de votação visitados pela reportagem do Estado na zona sul nesta manhã. (Caio do Valle - especial para Estadão Conteúdo)

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