Santa Tereza: auditoria do BNDES nega irregularidade

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informou em comunicado os resultados de auditoria do banco, originada de investigação da Polícia Federal (PF), que apontou indícios de desvios de recursos do BNDES por uma organização criminosa, no âmbito da Operação Santa Tereza. Segundo o informe, a auditoria instituída para avaliar os procedimentos realizados pelo BNDES na concessão de financiamentos ao município de Praia Grande e às Lojas Marisa "concluiu não haver qualquer indício de irregularidade no processamento das operações em questão". Em seu comunicado, o banco informou que o trabalho consistiu na revisão de todos os documentos relativos às operações contratadas nos últimos cinco anos com os beneficiários mencionados. Ainda de acordo com o BNDES, foi feita também uma "avaliação dos procedimentos executados no âmbito do Sistema BNDES em todas as etapas do processo de concessão de crédito e não se verificou qualquer irregularidade ou infração às normas do Banco". O BNDES detalhou, em seu comunicado, os trâmites necessários para um pedido de financiamento junto ao banco. Em seu informe, o banco ressaltou que todos os projetos do banco em toda e qualquer área ou setor, passam por todos os procedimentos necessários, e que esse processo "envolve usualmente mais de 30 funcionários e diferentes órgãos colegiados". Na Operação Santa Tereza, a PF apontou o envolvimento do deputado Paulo Pereira da Silva (PDT), o Paulinho, como suspeito de envolvimento no esquema de desvio de recursos banco. A ação ainda prendeu João Pedro de Moura, ex-assessor de Paulinho e ex-conselheiro do BNDES que chegou ao cargo por indicação do deputado do PDT.

ALESSANDRA SARAIVA, Agencia Estado

29 Julho 2008 | 12h49

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