Sanguessugas: MP ajuíza ação contra 4 prefeitos de MG

O Ministério Público Federal (MPF) informou hoje que ajuizou ações de improbidade administrativa contra prefeitos, ex-prefeitos e funcionários públicos municipais de Minas Gerais por desvio de verbas públicas no âmbito do esquema de atuação da chamada Máfia dos Sanguessugas. Entre os prefeitos, figuram o de Belo Oriente, Pietro Chaves Filho (PDT); o de Antônio Dias, Willian Robson Marques Fraga (DEM); o do município de Caratinga, Ernani Campos Porto (PSDB) e o de Periquito, Nereu Nunes Pereira (PT), além de outras 31 pessoas. A Procuradoria da República na cidade de Ipatinga, apurou fraude na licitação e superfaturamento na compra de ambulâncias ou equipamentos hospitalares em seis municípios da região leste do Estado mineiro: Caratinga, Antônio Dias, Belo Oriente, Conceição de Ipanema, Periquito e Taparuba. De acordo com o MPF, em todas as ações ajuizadas, os municípios foram beneficiados por emendas parlamentares de autoria do ex-deputado federal Cabo Júlio, candidato a vereador em Belo Horizonte pelo PMDB. O ex-parlamentar é acusado de "entabular contato com os prefeitos dos municípios destinatários dos recursos federais, orientando os administradores a procurarem pelo núcleo empresarial da quadrilha, a fim de definirem os detalhes das fraudes às licitações".A Procuradoria afirma que os processos licitatórios "eram dirigidos" para que as empresas vencedoras fossem sempre as indicadas pelos integrantes da quadrilha. Os prefeitos e membros das comissões de licitação, segundo o MPF, tinham "o papel de fraudar as licitações, viabilizando a seleção da empresa indicada, bem como a compra de ambulâncias por preço superior ao valor de mercado." Outro ladoCabo Júlio foi procurado e, hoje, um assessor disse que ele estava em reunião e não poderia atender a reportagem. O prefeito de Caratinga afirmou que só iria se pronunciar depois de ser notificado oficialmente. O diretor de Recursos Humanos da prefeitura de Periquito, Wagner Borges de Almeida, disse que o prefeito já se defendeu no inquérito, afirmando que o Executivo municipal é na verdade vítima do esquema. Os outros citados não foram localizados ou não retornaram.

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