Saneamento básico melhorou, mas não o suficiente

Dados do Censo do Demográfico 2000 apontam que a infra-estrutura de saneamento básico apresentou melhorias, entre 1991 e 2000, no abastecimento de água por rede geral, no esgotamento por rede geral e fossa séptica e coleta de lixo nos lares. O saneamento básico apresentou um crescimento significativo nas regiões menos desenvolvidas do País. Mesmo assim, os avanços não foram suficientes para diminuir as desigualdades regionais, principalmente entre as zonas rurais e urbanas.Quanto ao fornecimento de água, as regiões Sudeste e Sul continuaram sendo em 2000 as que tinham os maiores percentuais de domicílios ligados à rede geral de abastecimento (83,3% e 80,1%, respectivamente). Já o Norte (48%) e o Nordeste (66,4%), apesar dos avanços, continuaram com as taxas mais baixas. Com uma cobertura acima de 90%, nas áreas urbanas das regiões Sudeste e Sul, a expansão se deu em direção às áreas rurais. No Sudeste, a proporção de domicílios rurais servidos por rede geral praticamente dobrou, passando de 11,7%, em 1991, para 22,2%, no ano passado. Proporcionalmente, no Sul este crescimento de domicílios rurais com rede geral foi ainda maior, 7,5% e 18,2%, nos dois períodos. Apesar de ser uma das regiões com mais baixo percentual de domicílios ligados à rede geral de água (66,4%), o Nordeste apresentou um crescimento significativo no período. Houve avanço de 7,2% na área urbana e na área rural, sendo que nesta última o número de domicílios ligados à rede geral de fornecimento de água duplicou. A coleta de lixo, por sua vez aumentou em todas as regiões entre os Censo de 1991 e 2000. No Sudeste a cobertura chegou a 90,3%; no Sul, 83,6%; e no Centro-Oeste, 81,7%. Nas áreas urbanas, estas regiões mostram patamares ainda mais elevados (97,2% no Sul, 96,4% no Sudeste e 92,5% no Centro-Oeste). Em relação às demais formas de destinação do lixo, verificaram-se melhoras, principalmente nas áreas rurais. Segundo os técnicos do IBGE, a dificuldade e o alto custo para se coletar os lixo rural torna a opção de enterrá-lo ou queimá-lo uma alternativa satisfatória. Em 1991, do total de lixo produzido na zona rural, 31,6% eram enterrados ou queimados. Esse porcentual subiu para 52,5%, em 2000. Já o lixo jogado em terrenos baldios caiu de 62,9% para 32,2%.Leia mais sobre o "Resultado do Universo" do Censo Demográfico 2000

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