Salvador: pelo menos 30 assassinatos desde 4ªF

Os saques diminuíram na madrugada de ontem em Salvador, embora um desentendimento entre o governo baiano e o comando de greve dos policiais militares tenha retardado a saída do efetivo de 30% da tropa (cerca de três mil soldados) para as ruas da capital baiana até o final da manhã. No entanto, vários mercadinhos do subúrbio ferroviário e a loja da Cesta do Povo do bairro periférico de Caixa D´Dágua foram atacados por saqueadores. Pelo menos 30 pessoas foram assassinadas em Salvador e região metropolitana desde o inicio dos distúrbios na noite de quarta-feira até a manhã de ontem. Em Feira de Santana, município mais importante do interior baiano, os assassinatos no mesmo período chegaram a nove.O domingo de sol levou milhares de baianos às praias na manhã de ontem, embora a orla marítima da capital baiana permanecesse completamente despoliciada até as 10 horas, quando os primeiros soldados do Exército e algumas rádiopatrulhas a Polícia Militar começaram a circular. Um dos oito helicópteros "pantera", do Batalhão de Elite do Exército de Taubaté (SP) fez vôos de reconhecimento pela manhã, realizando vôos rasantes em áreas de alto índice de criminalidade como o Nordeste de Amaralina.Mais uma vez, o Sindicato dos Rodoviários mandou recolher os ônibus, por falta de segurança por volta das 17 horas, o que antecipou o retorno da maioria dos banhistas para casa. A cidade tentava voltar à normalidade mesmo diante de tanta incerteza em relação a um entendimento entre o governo e grevistas.

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