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Salário de policial não será subsidiado, diz Cardoso

O ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, general Alberto Cardoso, descartou totalmente a possibilidade de o governo federal ajudar os Estados a melhorar os salários dos policiais, apesar de a reivindicação de reajuste ter sido o mote das recentes greves do setor. Segundo Cardoso, a União não tem dinheiro para ajudar a melhorar os vencimentos dos agentes, e o máximo que pode fazer é ajudar os governos estaduais na concessão de outros benefícios, indiretos, às categorias, que reclamam estar sem aumento, em muitos casos, há sete anos."O governo federal não tem condições de arcar com responsabilidade salariais de servidores estaduais", disse o general. "Só na área de Polícia, Militar e Civil, (os funcionários) chegam a 500 mil, mais que as Forças Armadas. Não há condição. O problema salarial é de responsabilidade mesmo dos Estados. Agora, os Estados vêm negociando, conversando, tentando. O que o governo federal vai fazer é facilitar a aquisição de casa própria, atendimento de saúde, educação para filhos de policiais, aquisição de uniformes, coisas assim. Ou seja: benefícios indiretos."Cardoso negou que, pela impossibilidade de o governo federal ajudar os Estados a aumentar salários, tenha sido conformada uma situação de "beco sem saída", já que os policiais exigem melhores salários. "A solução é estabelecerem prioridades", declarou. "A segurança pública é prioridade máxima? Parece que é, juntamente com saúde, educação. Então, estabelecendo como prioridade máxima, os recursos devem ser alocados para atender à prioridade máxima. E alocados nos âmbitos estaduais. Haverá atividades com prioridades mais baixas."AutoridadeTambém titular da Secretaria Nacional Antidrogas, Cardoso afirmou ver com "muitíssima preocupação" as cenas, exibidas recentemente na Rede Globo, de venda livre de drogas nas ruas de favelas do Rio. "Porque isso representa uma afronta ao princípio da autoridade, que é um dos pilares de uma democracia sólida", explicou. Ele declarou, porém que o governo fluminense está reagindo ao problema. "Há um esforço muito grande sendo realizado na área de segurança pública aqui no Rio, para liquidar com essas afrontas."O general, que participou ontem da abertura do 1º Fórum Nacional Antidrogas, promovido pelo Conselho Estadual Antidrogas, na Defensoria Pública do Rio, afirmou que o governo federal vem cooperando com os Estados, inclusive com o Rio, na segurança pública. "A Polícia Federal tem aumentado muito a sua eficácia", declarou.

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