Saída seria concordar com condenação sem provas, diz Renan

O presidente do Senado volta a dizer que não se afasta do cargo por conta de denúncias contra ele

Eugênia Lopes,

17 de julho de 2007 | 18h25

O presidente do Senado, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), usou novamente a cadeira de presidente da Casa para se defender e disse, novamente, que não deixará o cargo. A licença significaria compactuar com quem busca condenar sem provas", afirmou.   Veja também:    Entenda o caso Renan Renan vira 'corretor' de gabinete para salvar o mandato   No discurso, Renan  afirmou ainda que não é "nem arrogante nem presunçoso" e que há uma tentativa de jogá-lo contra a oposição.   Renan fez um balanço dos trabalhos do Senado nos últimos seis meses e lembrou que o Senado votou em 2007, mesmo num período de turbulência, em 57 sessões deliberativas, quase 600 matérias, tendo aprovado 523. "Uma média maior de que a de 2005 ", frisou.   Nesta terça, o ministro da Justiça, Tarso Genro, afirmou que deve "despachar" na quarta-feira, para a Polícia Federal, o pedido da Mesa Diretora do Senado para aprofundar a perícia nos documentos de defesa apresentados pelo presidente do Congresso, Renan Calheiros, no processo que responde no Conselho de Ética por suposta queda de decoro parlamentar.   "Recebi o pedido da Mesa do Senado. Já examinei os quesitos e agora vou detalhar no despacho que vou proferir amanhã", disse Tarso após retornar de uma reunião no Palácio do Planalto.   Renan é alvo de processo no Conselho de Ética por quebra de decoro parlamentar. Ele está sendo acusado , entre outras denúncias, de ter despesas pessoais pagas por lobista da construtora Mendes Junior. O pagamento seria destinado a uma filha de três anos do senador com a jornalista Monica Velloso.            

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