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Saída em bloco da Petrobrás é destaque na imprensa internacional

Alguns periódicos deram destaque para a saída da presidente da Petrobrás

Fernando Nakagawa, O Estado de S. Paulo

04 Fevereiro 2015 | 12h27

LONDRES - Depois de especulações na última terça-feira, 3, a presidente da Petrobrás, Graça Foster, finalmente entregou o cargo. A notícia provocou oscilações no valor das ações da estatal e também gerou repercussão internacional. Jornais como o The New York Times e Le Monde, publicaram matérias sobre o assunto.

O tema é manchete do site do jornal britânico Financial Times e ocupa lugar de destaque em vários outros veículos de comunicação - da emissora de televisão britânica BBC ao jornal econômico francês Les Echos passando pelo espanhol El País.

No FT, a manchete do site informa "Presidente da Petrobras renuncia diante de corrupção". A principal notícia na versão eletrônica do jornal britânico diz que a renúncia de Graça Foster e cinco diretores acontece após a reunião de mais de duas horas realizada ontem entre a executiva e a presidente Dilma Rousseff. O FT diz que, embora Graça não tenha envolvimento nas denúncias de corrupção, é acusada de ter ignorado denúncias sobre o esquema que foram feitas por empregados da petroleira.

Ainda no Reino Unido, a página da emissora de televisão BBC na internet informa na capa sobre a saída dos executivos da Petrobras. Texto produzido pela equipe do canal em Londres informa que Graça Foster deixa a companhia em meio ao escândalo de corrupção que envolve fixação de preços, subornos e propinas que envolveriam o partido da presidente Dilma Rousseff.

Na França, o principal jornal econômico do país, o Les Echos, dá destaque na primeira página à reportagem feita pelo correspondente em São Paulo sobre a saída de Graça. "Corrupção: a diretoria da Petrobras renuncia em bloco" é o título do texto que diz que a saída já era esperada desde terça após a reunião da então presidente da companhia com Dilma. O texto nota que a saída da direção havia sido sugerida pela Procuradoria Geral da República e que o mercado antecipou o movimento ontem com a forte disparada das ações da companhia.

Na Espanha, o principal jornal do país, o El País, informa na capa que a saída da direção da estatal mostra que "os problemas rondam a presidente Dilma Rousseff após um mês do início do segundo mandato". O jornal lembra que Dilma e Graça são amigas pessoais e a presidente da República rejeitou a hipótese de substituir a amiga há pouco mais de um mês, durante café da manhã com jornalistas no Palácio do Planalto.

Outros cinco diretores saíram com Graça. A nova diretoria deve ser eleita na sexta-feira, 6, e já se especula o nome de Henrique Meirelles para ser o homem forte da petroleira. Meirelles é considerado capaz de passar pelo escrutínio necessário ao novo mandatário.

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