Saída do PSB do governo 'não significa inimizade', diz Ideli

Ministra das Relações Institucionais minimiza decisão da legenda de entregar cargos; Campos, presidente da sigla, é provável candidato em 2014

Ricardo Della Coletta - Agência Estado

19 de setembro de 2013 | 10h29

Brasília - A ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, minimizou o rompimento do PSB com o governo, anunciado nessa quarta-feira, 18, pelo presidente da legenda, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos.

"Aliança é que nem namoro e casamento, os dois precisam querer. E quando rompe, não significa inimizade", disse a ministra na manhã desta quinta-feira, 19, para acrescentar em seguida que acredita que haverá sempre "muito respeito e parceria" com os socialistas. "Até porque ao longo das últimas décadas PT e PSB foram parceiros e tiveram muitos resultados positivos."

Perguntada se a base aliada ficava fragilizada no Congresso com o desembarque do PSB, a ministra disse que o governo vai continuar o diálogo com os socialistas. "Desta forma vamos continuar fazendo as tratativas com o PSB, como fazemos com partidos que não integram oficialmente o governo e, algumas vezes, com a própria oposição", concluiu.

Como exemplo, Ideli usou a votação da noite dessa terça-feira, quando todos os vetos presidenciais foram mantidos, inclusive o que evitou a extinção da multa de 10% sobre o FGTS nos casos de demissão sem justa causa. A ministra disse estar segura de que o governo contou com o apoio do PSB na votação.

Nessa quarta, após reunião da Executiva Nacional do PSB, Eduardo Campos, possível candidato a presidente no pleito do ano que vem, anunciou oficialmente a decisão da legenda de deixar os cargos ocupados no Planalto. Os socialistas se queixavam que sofriam constrangimento do PT e do governo por integrarem a base de apoio e discutirem, ao mesmo tempo, uma eventual candidatura de Campos.

Além dos ministros Fernando Bezerra (Integração Nacional) e Leônidas Cristino (Portos), deixam o governo os presidentes e diretores da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf), da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) e da Superintendência de Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco). Bezerra entrega nesta quinta a carta de demissão. Cristino está a trabalho no exterior.

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