Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

‘Saída de Temer é indispensável', diz Marina Silva

Ex-senadora vê semelhanças entre discurso de Temer e Dilma, quem também afirmou ser vítima de perseguição política

Sara Abdo, O Estado de S.Paulo

27 de junho de 2017 | 21h06

Para a ex-ministra Marina Silva, da Rede Sustentabilidade, o presidente Michel Temer deveria deixar o cargo. Em nota publicada em seu Twitter na noite desta terça-feira, 27, a ex-senadora voltou a defender a falta de credibilidade e legitimidade do peemdebista. "O alerta é antigo", e "a saída de Temer é indispensável", concluiu Marina. 

 


Ela criticou a tentativa do presidente de desqualificar o Ministério Público e a Polícia Federal, e disse que o posicionamento de Temer não convence a sociedade. "O País não pode ficar rendido a um presidente sob contínuas investigações e denúncias, que são graves", escreveu Marina.

A porta-voz da Rede Sustentabilidade também comparou o discurso de Temer ao da ex-presidente Dilma Rousseff. "O presidente em exercício usa o mesmo expediente de sua antecessora ao dizer que é vítima de perseguição política do MP e da Lava Jato". 

Marina lembrou que novas denúncias podem surgir e avaliou que a Presidência não pode ser desacreditada por suspeitas de que seu ocupante esteja envolvido com crimes. 

Contexto. Com uma claque de deputados aliados e ministros, Temer fez nesta tarde de terça-feira, 27, um pronunciamento no Palácio do Planalto em que criticou o fatiamento da denúncia do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, oferecida contra ele ao Supremo Tribunal Federal. “Se fatiam as denúncias para provocar fatos semanais contra o governo. Querem parar o País, parar o Congresso num ato político, com denúncias frágeis e precárias. Atingem a Presidência da República, atentam contra o País”, disse.

Conforme antecipou o Estado/Brodcast, Temer disse que “reinventaram o Código Penal e incluíram uma nova categoria: a denúncia por ilação”. “Se alguém cometeu um crime e eu o conheço, logo sou também criminoso”, disse. Janot denunciou criminalmente ao STF na segunda-feira, 26, o presidente por corrupção passiva com base na delação dos acionistas e executivos do Grupo J&F, que controla a JBS. O ex-assessor especial do presidente e ex-deputado federal Rodrigo Rocha Loures também foi acusado formalmente.

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