Saída de Protógenes não prejudica caso Dantas, diz Tarso

Ministro diz que, apesar de 'eventual erro' do delegado, inquérito foi bem feito e está 'praticamente pronto'

Agência Brasil

16 de julho de 2008 | 18h29

O ministro da Justiça Tarso Genro, disse nesta quarta-feira, 16, que a saída do delegado Protógenes Queiroz do comando da Operação Satiagraha, da Polícia Federal, não irá prejudicar as investigações. A operação prendeu o banqueiro Daniel Dantas, do Opportunity, o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta e o megainvestidor Naji Nahas.   "Independente de ele (o delegado Protógenes Queiroz) ter cometido, aqui ou ali, um eventual erro, que será avaliado por seus superiores, o inquérito foi bem feito, com boa estrutura probatória e já está praticamente pronto", afirmou Tarso depois da cerimônia de posse do novo diretor-geral do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), Airton Michels.   Veja também: Lula determina volta do delegado Protógenes ao caso Dantas Procurador pede volta de delegado da PF ao caso Dantas Daniel Dantas chega à PF em São Paulo para prestar depoimento Presidente do STF justifica libertação de Dantas  Opine sobre nova decisão que dá liberdade a Dantas  Entenda como funcionava o esquema criminoso  Veja as principais operações da PF desde 2003  As prisões de Daniel Dantas   "As investigações vão continuar e podem ser abertos novos inquéritos sobre o caso, se necessário", acrescentou Tarso em referência aos crimes financeiros que teriam sido cometidos por uma organização criminosa comandada pelo banqueiro Daniel Dantas.   O ministro reiterou que o delegado Queiroz deixou o inquérito por vontade própria e disse não acreditar em constrangimento. "Por nós, ele continuaria. Uma pessoa com essa desenvoltura não pode se sentir constrangida, mas temos pessoas da mesma competência para continuar o trabalho", defendeu o ministro.   O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse  que pediu a Tarso que acerte com a Polícia Federal a volta do delegado ao comando das investigações da Operação Satiagraha. Em entrevista no Palácio do Planalto, Lula classificou de "insinuações" e "mentiras" versões de que o afastamento de Protógenes, anunciado na terça-feira, teve razões políticas. "Já falei com o ministro Tarso Genro para conversar com a Polícia Federal porque esse delegado tem que ficar no caso", disse o presidente. "Moralmente, esse cidadão tem de ficar no caso até terminar esse relatório e entregar ao Ministério Público, a não ser que ele não queira", afirmou.     Saída   Protógenes Queiroz não resistiu às pressões e afastou-se do comando da Operação Satiagraha. A saída dele do caso foi acertada em uma reunião, na segunda à noite, na Superintendência da Polícia Federal (PF) em São Paulo, entre ele, o delegado Jáber Saadi - seu superior imediato - e o diretor da Divisão de Combate ao Crime Organizado, Roberto Troncon Filho, emissário da Direção-Geral da PF, situada em Brasília.     Os outros dois delegados que trabalhavam com Protógenes na operação,  Karina Marakemi Souza e Carlos Eduardo Pellegrini, também devem deixar a investigação a partir da próxima segunda, segundo informações do Jornal Nacional, da TV Globo. Ainda segundo o Jornal Nacional , os delegados divergem da PF nas explicações para a saída. Os primeiros teriam dito que foram afastados pela direção da PF, e não que saíram por vontade própria.     (Com Leonencio Nossa, da Agência Estado)

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